Uma moradora de Taguatinga perdeu R$ 229 mil em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por funcionários de banco. Nesta quarta-feira (4/11), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação contra o grupo suspeito.
Segundo as investigações, os golpistas fizeram contato por telefone e por aplicativos de mensagem, apresentando-se como funcionários do Itaú. Um deles chegou a se passar por delegado de polícia e afirmou que a vítima e o próprio banco estavam sendo investigados.
Sob pressão psicológica e orientada a manter sigilo, a mulher foi convencida de que os contatos eram legítimos. Ela fez pagamentos de cerca de R$ 29 mil no cartão de crédito e transferiu R$ 200 mil por Pix para uma empresa. O golpe só foi descoberto quando ela procurou diretamente o banco.
A investigação é da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) e começou em maio, depois que a vítima registrou ocorrência. Nesta quarta, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bertioga e São Sebastião, no litoral paulista, e em Ilhéus, na Bahia.
A Justiça autorizou o acesso aos dados dos aparelhos apreendidos e o bloqueio de até R$ 115 milhões em contas ligadas às empresas investigadas. Uma delas recebeu R$ 180 mil do golpe, e as movimentações suspeitas associadas a ela passam de R$ 115 milhões. Os envolvidos podem responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ninguém foi preso.
Bancos não ligam pedindo transferências, pagamentos, senhas ou códigos, e policiais não fazem investigações por telefone. Ao receber esse tipo de contato, a orientação é desligar e procurar o banco pelos canais oficiais, como o telefone impresso no cartão ou o aplicativo.








