O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta terça-feira (3/11) que prefere abrir mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara a apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para o comando da Casa. A declaração foi feita durante reunião da bancada do PL, em Brasília.
Segundo Nikolas, a direita precisa preservar sua identidade política, mesmo que isso signifique perder cargos e espaços de poder. A CCJ é a comissão mais importante da Câmara, por onde passam todas as propostas antes de chegar ao plenário, e costuma ser negociada com os maiores partidos em troca de apoio na eleição da Mesa Diretora.
O parlamentar ressaltou que a posição é pessoal e não representa uma decisão da bancada. Apesar das divergências, disse que pretende conversar com Motta nesta quarta-feira (4/11).
Como alternativas para a disputa, Nikolas citou os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). No Senado, ele declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa.
A eleição para as presidências da Câmara e do Senado ocorre em fevereiro de 2027, no início da nova legislatura. O PL elegeu a maior bancada da Câmara em outubro e tenta usar esse peso nas negociações. Reeleito com mais de 3 milhões de votos, Nikolas é um dos principais nomes do partido.
A declaração ocorre em meio ao reposicionamento da oposição após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Motta, que preside a Câmara desde 2025, mantém relação de diálogo com o governo e com a oposição.









