Nesta sexta-feira (17/3), a Polícia Federal (PF) cumpriu a oitava fase da Operação Lesa Pátria. Dessa vez, a mulher apontada como responsável por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça localizada em frente ao Supremo Tribunal, foi presa. A escrita é uma referência à resposta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso a um manifestante que o seguia pelas ruas de Nova York, nos EUA, o hostilizando.
A mulher, identificada como Debora Rodrigues dos Santos, foi alvo de mandado de prisão, assim como um homem, identificado como Nelson Ribeiro Fonseca Junior, apontado como o responsável por levar, da Câmara dos Deputados, a bola autografada pelo jogador Neymar.
Segundo a PF, 32 mandados judiciais de prisão preventiva e 46 de busca e apreensão estão sendo cumpridos em dez estados: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul; Rondônia e São Paulo.
A operação busca prender investigados pelos atos do dia 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Considerada a maior etapa ostensiva do inquérito em volume de mandados, as ordens de prisão e autorizações de busca e apreensão foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Os investigados podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
Balanço
Tornada permanente, a ação da PF tinha resultado, até o último dia 7, quando foi deflagrada a sétima fase, no cumprimento de 29 mandados de prisão preventiva; três de prisão temporária e 109 de busca e apreensão.
Os números têm sido atualizados periodicamente e a PF deve divulgar, em breve, os dados mais recentes.
No total, já foram instaurados sete inquéritos para apurar os fatos e as responsabilidades: três específicos contra parlamentares que participaram dos atos, um contra financiadores, um contra autores intelectuais, um contra os executores materiais e outro contra as autoridades do Distrito Federal – o governador Ibaneis Rocha, que chegou a ser afastado do cargo; o ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres e o ex-comandante-geral da Polícia Militar, Fábio Vieira.
Além das prisões preventivas realizadas durante as diversas fases da Lesa Pátria, 2.151 pessoas suspeitas de participar dos atos já tinham sido presas entre os dias 8 e 9 de janeiro, no acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília.
Destas, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.











