A Polícia Civil do Goiás (PCGO) encontrou no município de Abadiânia, interior do estado goiano, 11 pessoas trabalhando em condição análoga à escravidão em uma plantação de eucalipto. Segundo a corporação, as pessoas estavam situações degradantes, sem água potável, sem dia de descanso e sem equipamentos de proteção individual.
As vítimas relataram aos policiais que muitos trabalhavam com motosserra de chinelo e tinham que trabalhar aos domingos para que pudessem garantir o almoço e o jantar, sendo que, depois era cobrado o valor das refeições. No local não havia camas e todos os trabalhadores dormiam amontoados em colchões no chão.
Todas as vítimas são do estado do Maranhão e permaneciam no lugar porque o patrão havia retido os documentos deles com a promessa de que a carteira de trabalho seria assinada.
Ainda de acordo com a PCGO, o alojamento era inóspito e alguns deles já estavam trabalhando há dois meses sem receber. Um deles recebeu apenas R$ 50 nesse período e que não tinha para onde ir.
O patrão, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante pelo crime de redução a condição análoga à de escravo. Se condenado, ele pode pegar entre dois e oito anos de prisão por cada vítima, além de pena correspondente a eventual violência praticada contra a vítima.









