Neste domingo (7), o secretário da Família e Juventude do Distrito Federal, Rodrigo Delmaso, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que havia um “pacto” entre o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que tal pacto teria conexão com a invasão da sede dos Três Poderes em 8 de janeiro.
“Triste a declaração do Lula que havia um ‘pacto’ entre o governador Ibaneis Rocha e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador é um entusiasta da democracia e acima de tudo SEMPRE respeitou as instituições democráticas! Quem diz o contrário faz ilações levianas”, escreveu Delmaso no Twitter.
Lula fez a declaração em entrevista ao jornal O Globo no último domingo (7). Ele afirmou que Ibaneis “é um homem do Bolsonaro” e que “há um pacto entre eles”.
“O governador Ibaneis é um homem de diálogo e de consenso. Ele sempre buscou construir pontes com todos os setores da sociedade, inclusive com a oposição”, enfatizou Delmasso.
Além de Delmaso, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado Hermeto, também saiu em defesa do governador Ibaneis.
“Como relator da CPI do 8 de janeiro na CLDF, passamos nove meses investigando. Em toda a investigação, nada levou ao Governador Ibaneis. Nada. O governador Ibaneis é um homem honesto, um homem que trabalha muito para o Distrito Federal. Ele não concordou com nada. Delegou as funções ao Secretário de Segurança Pública, a todos. E ele foi pego de surpresa, como todo mundo. É injusto afirmar que o governador tenha participado, ajudado ou facilitado as ações do 8 de janeiro. O governador é um homem de personalidade, um homem sério, e tem feito um ótimo trabalho no Governo do Distrito Federal. Venho aqui me solidarizar com o governador e dizer que ele não teve participação nos atos dos vândalos que entraram nos prédios públicos”, disse Hermeto.
Apesar das alegações de Lula, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, a CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) não encontraram evidências do envolvimento de Ibaneis nos incidentes.
Sem ter como provar, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teve de reintegrar Ibaneis ao cargo de governador, do qual fora afastado monocraticamente por 66 dias, gerando insegurança jurídica e política em um ente federativo autônomo.






