Brasil faz história na ginástica e conquista o bronze por equipes nas Olimpíadas

Foto: Time Brasil

Foi com sangue, suor e lágrimas que o Brasil atingiu um feito histórico nesta terça-feira (30) na competição por equipes da ginástica artística feminina nos Jogos Olímpicos: a medalha de bronze. A terceira colocação obtida por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Julia Soares, Lorrane Oliveira e Jade Barbosa é inédita e há alguns anos era absolutamente impensável.

O sangue veio antes mesmo de as apresentações começarem. No aquecimento, Flávia Saraiva caiu das barras, bateu com o rosto no chão e abriu o supercílio, sangrando muito. O suor veio na batalha contra fortes adversárias, como o Reino Unido, que foi bronze em Tóquio há três anos. E as lágrimas, essas foram de alegria ao final da apresentação.

O pódio histórico desta terça veio graças a uma nota 15,100 atribuída a Rebeca na última apresentação da última rotação brasileira, o salto. Foi a segunda maior pontuação em um aparelho nestes Jogos.

A disputa começou pelas barras assimétricas, em revezamento com a China na primeira rotação. Lorrane Oliveira foi a primeira brasileira a se apresentar e recebeu a nota 13,000 dos juízes. Então, Flavinha, que sofreu um corte no supercílio durante o aquecimento, foi a segunda a se apresentar. Com um curativo no local, foi um pouco melhor que a compatriota e conseguiu 13,666.

Rebeca elevou a pontuação geral brasileira com um 14,533, deixando o Brasil em quarto lugar ao fim da primeira rotação. A nota da estrela brasileira no aparelho, no qual não se classificou à final individual, foi melhor que de Simone Biles, que foi para as barras na segunda rotação e tirou 14,400.

Flavinha foi mais firme e segura em uma apresentação bastante precisa até um desequilíbrio perto do final. Apesar disso, ela encaixou um mortal lateral perfeito antes de concluir com boa saída, em exibição avaliada com 13,433. Já Júlia Soares, que vai disputar a final individual da trave, caiu e ficou com 12,400.

Em sua vez, Rebeca se desequilibrou e teve desconto na apresentação, mas realizou uma ótima saída com duplo carpado e quase cravou para ter 14,133. Ao fim, o Brasil aparecia em sexto lugar da classificação geral. Estados Unidos, em primeiro lugar, Itália, em segundo, e China, em terceiro, dominavam a disputa.

A terceira rotação da equipe brasileiro foi no solo, com grande expectativa de melhorar a nota. A apresentação de Júlia ao som de Raça Negra e Edith Piaf correu bem e rendeu 13,233 pontos para o Brasil, antes de Flávia Saraiva levar o “Can-Can” para o ginásio e acrescentar mais 13,533 para a pontuação total.

A esperança era de elevar o número com uma nota acima 14 de Rebeca Andrade, a última a se apresentar. A guarulhense se desequilibrou na aterrissagem após os primeiros mortais, mas voltou ao prumo cravando o “tsukahara” e concluindo os mortais mais difíceis para encerrar o número, ao som de uma combinação de Anitta, Beyonce e Baile de Favela, para receber 14,200.

Coube a Jade Barbosa, Flávia e Rebeca a responsabilidade de competir na última rotação, com disputa no salto. Primeira a se apresentar, a experiente Jade se desequilibrou na chegada e pisou fora da marcação, mas conseguiu um razoável 13,366. Em seguida, Flavinha não foi perfeita na aterrissagem, após dupla pirueta, porém finalizou melhor que Jade, por isso ficou com 13,900.

Depois deste salto, o Brasil subiu para primeiro lugar na classificação geral, mas Estados Unidos e Itália estavam na rotação do solo, que demora mais tempo. Estava nas mãos de Rebeca a responsabilidade de conseguir o inédito pódio para o País. De um “cheng” bem executado, como de costume para a guarulhense, veio a incrível avaliação de 15,100 e a histórica medalha.

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.