A dívida pública federal chegou a R$ 9,29 trilhões em agosto, alta de 0,04% em relação a julho, quando somava R$ 9,28 trilhões. Apesar da estabilidade no estoque, a parcela da dívida corrigida pela taxa básica de juros alcançou 52,74% do total, a maior participação desde dezembro de 2000.
Os números foram divulgados pelo Tesouro Nacional na segunda-feira (28/9). A dívida interna em títulos, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), recuou 0,05% e fechou o mês em R$ 8,944 trilhões. Já a dívida externa (DPFe) subiu 2,41% e chegou a R$ 348,26 bilhões, o equivalente a US$ 67,21 bilhões.
No mês, o governo resgatou R$ 84,43 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Esse efeito, porém, foi compensado pela apropriação de R$ 88,39 bilhões em juros, o que explica a leve alta do estoque total.
O avanço dos títulos atrelados à Selic tem sido contínuo ao longo do ano. A participação era de 48,25% em dezembro de 2025 e de 51,11% em julho. Em agosto, esses papéis responderam por cerca de metade das emissões. Os prefixados representam 20,31% do estoque, perto do limite mínimo de 20% previsto no planejamento do Tesouro, e os corrigidos pela inflação, 23,22%.
O custo também subiu. O custo médio acumulado em 12 meses chegou a 12,59% ao ano, e o das emissões mais recentes, a 13,96%. O prazo médio da dívida passou de 4,05 para 4,10 anos. A reserva de liquidez do Tesouro, usada para honrar vencimentos em momentos de turbulência, caiu 11,89% e ficou em R$ 1,20 trilhão, suficiente para cobrir 7,18 meses de vencimentos.
Pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, o estoque da dívida pública federal deve terminar o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.









