Sem poder visitar o pai, Flávio escreve carta a Bolsonaro no dia dos pais

Foto: Reprodução

Neste domingo (9/8), Dia dos Pais, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou uma carta destinada ao ex-presidente Jair Bolsonaro depois de ser impedido de visitá-lo. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio aparece emocionado enquanto lê a mensagem escrita após cumprir uma agenda política em Itapetininga, no interior de São Paulo.

Segundo o senador, foi após o compromisso no município paulista que ele recebeu a informação de que o pedido feito para visitar o pai ao lado dos irmãos Carlos Bolsonaro e Jair Renan havia sido negado. Sem o encontro, Flávio decidiu transformar a homenagem de Dia dos Pais em uma carta pública.

Na mensagem, o parlamentar falou sobre a saudade do pai e relatou que, durante as viagens pelo país, recebe manifestações de apoiadores que pedem para que ele leve abraços e mensagens ao ex-presidente. Flávio também afirmou acompanhar informações sobre a saúde de Bolsonaro por intermédio dos advogados.

A carta avançou da relação familiar para a disputa eleitoral. Flávio relacionou a própria candidatura à Presidência à continuidade do projeto político do pai e afirmou acreditar que conseguirá chegar ao Palácio do Planalto. O senador chegou a projetar uma eventual posse em janeiro de 2027 com Jair Bolsonaro colocando a faixa presidencial nele.

Flávio também criticou as restrições às visitas e classificou como injusta a impossibilidade de abraçar o pai no Dia dos Pais. Ao encerrar a mensagem, pediu que Bolsonaro permanecesse firme e declarou: “Até breve. Te amo. Fique com Deus.”

A impossibilidade do encontro ocorre em meio às restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 13 de julho, Moraes suspendeu especificamente por 90 dias as visitas de Flávio ao pai após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. Quatro dias depois, o ministro suspendeu por 30 dias as demais visitas ao ex-presidente, preservando apenas o acesso de médicos, fisioterapeutas e advogados. As decisões constam do processo no STF.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, e as restrições determinadas pelo Supremo também proíbem visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.

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