Justiça concede prisão domiciliar a policial que matou petista

Foto: Reprodução

Nessa quarta-feira (10/8), a Justiça do Paraná converteu a prisão do policial penal Jorge Guaranho, acusado de matar a tiros o tesoureiro do PT Marcelo Arruda, de preventiva para prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi do juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu.

Antes, Arguello tinha determinado que, ao receber alta, Guaranho fosse transferido para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Porém, a penitenciária alegou que não tinha condições de receber o policial penal, que precisa de cuidados médicos.

“Neste caso, sem desprezar a prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria e, sequer, a gravidade do suposto delito pelo qual o requerente está sendo processado (o que foi bem evidenciado pela decisão deste juízo, em mov. 23.1), deve-se atentar à peculiar situação do acusado, o qual demanda cuidados médicos especiais, sendo certo que as unidades prisionais locais e tampouco o Complexo Médico Penal (na região metropolitana de Curitiba/PR) estão aptos a lhe oferecer as devidas cautelas indispensáveis a sua convalescência”, decidiu o juiz.

A decisão pode ser vista aqui.

Relembre como foi o crime

No dia 9 de julho, o agente penal José Guaranho matou a tiros o guarda municipal e petista Marcelo Arruda, que comemorava seu aniversário de 50 anos. Ex-candidato a vice-prefeito na chapa do PT de 2020 em Foz do Iguaçu, Arruda fazia uma festa com tema do seu próprio partido quando foi alvejado por Guaranho, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu.

Horas antes, de acordo com a delegada Iane Cardoso, a vítima teria se incomodado com a música “que remetia a Bolsonaro” e vinha do carro do agente penal. Arruda foi para a parte externa pedir que o motorista saísse dali. Imagens de uma câmera de segurança mostram que eles discutiram e Arruda jogou areia no carro de Guaranho.

Durante essa interação entre eles, Guaranho aparece respondendo algo para o guarda municipal. Uma pessoa que estava presente na festa relatou à polícia que o atirador teria dito “aqui é Bolsonaro”.

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