Meninos de Belford Roxo: traficantes mataram garoto durante tortura e executaram os outros dois

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A operação da Polícia Civil do Rio na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para cumprir 56 mandados de prisão e finalizar o inquérito em andamento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), sobre o desaparecimento dos meninos Lucas Matheus, de 9 anos; Alexandre, de 11 anos e Fernando Henrique, de 12 anos, no dia 27 de dezembro do ano passado, resultou, até o momento, no cumprimento de 33 mandados de prisão.

Entre eles, 15 foram detidos na ação que começou hoje (9) cedo e tem a participação de 250 policiais da delegacia, do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Outros já estavam presos.

As investigações da Polícia Civil indicaram que os meninos sofreram sessões de tortura por traficantes da comunidade. O motivo seria um suposto roubo de uma gaiola de passarinho pelas crianças. Moradores da comunidade do Castelar, os meninos foram vistos pela última vez, como mostraram imagens de câmeras de segurança, próximos de uma feira livre da região.

– Eles foram torturados. Em um momento um dos meninos falece, pelo excesso de agressão ou uma pancada mal dada – afirmou Uriel Alcântara, delegado da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

O delegado responsável pelo caso ainda afirmou que, após a morte de um dos meninos em decorrência das agressões, os criminosos decidiram matar os outros dois na tentativa de ocultar o crime.

– Eles acham que a solução daquele caso seria matar os outros dois e chamar alguém para levar os corpos para fora da comunidade, disse Uriel.

O delegado ainda relatou que uma traficante identificada como Tia Paula foi a responsável pela ocultação dos corpos. A mulher, por sua vez, foi morta no tribunal do tráfico.

A polícia apurou que o chefe da facção na Castelar autorizou a ação, mas, não foi informado de que se tratavam de meninos quando recebeu o pedido do gerente para a autorização. O desaparecimento dos meninos teve muita repercussão e, por isso, o traficante apontado pelo assassinato também foi morto como queima de arquivo no Conjunto de Favelas da Penha, na zona norte, para não atingir os integrantes do grupo.

Durante o inquérito, após o depoimento de um homem, que denunciou a participação de um irmão no crime de ocultação dos corpos, os policiais fizeram uma operação com a participação de bombeiros para tentar localizar as ossadas em um rio da região. As equipes chegaram a encontrar uma ossada, mas não foi identificada como sendo de um dos meninos.

 

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