O pedido de afastamento contra o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, foi enviado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Protocolado em 11 de novembro pelo deputado federal Marcelo Calero (PSD), o pedido de afastamento é justificado pelo relatório apresentado pela Defesa sobre o processo eleitoral, onde dizia apontar inconsistências nas urnas, mas não tinha nenhum ponto que certificasse ou colocasse em dúvida o processo eleitoral.
Calero disse que o general tem feito declarações sobre possível fraude nas urnas e que essas afirmações trazem benefícios ao presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
O deputado declarou ainda que a permanência do general no cargo põe em risco a integridade física dos cidadãos que são levados a apoiarem a ruptura constitucional do país. “A preocupação maior é que haja alguém num órgão como o ministério da Defesa insuflando essa atitude golpista. Ele faz questão de alimentar essa movimentação de desmoralização da democracia”, disse o parlamentar em entrevista ao O Antagonista.
Impeachment
Também nessa quarta-feira (16/11), um grupo de advogados protocolou no STF outro pedido de impeachment contra o general Paulo Sérgio Nogueira.
Os advogados alegam que o militar cometeu crime de responsabilidade ao divulgar a nota do Ministério da Defesa que não reconhece e coloca em xeque o resultado da eleição presidencial.
O documento enviado ao Supremo pede o afastamento imediato do chefe das Forças Armadas além de solicitar a realização de busca e apreensão no gabinete e na residência oficial do general.
Além disso, os advogados também pedem a intimação do presidente Jair Bolsonaro e dos comandantes das Forças Armadas. Eles acreditam que o Planalto está apoiando as manifestações.







