O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu nesta segunda-feira (26/10) a vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno. “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, afirmou em nota. O PL é o partido do senador Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa.
Apesar do reconhecimento, Valdemar não parabenizou Lula. Na nota, ele defendeu que as dúvidas levantadas sobre a eleição sejam esclarecidas por meio de um debate político “equilibrado e democrático” e classificou como “fortemente eleitoreiras” as medidas de benefício social adotadas pelo governo antes da votação, sem apresentar dados ou irregularidades específicas.
O dirigente lembrou que Flávio terminou o primeiro turno com 2,2 milhões de votos à frente de Lula e destacou o desempenho do partido nas urnas: 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores. Segundo ele, o PL vai continuar atuando “com independência e responsabilidade”.
A nota não menciona a promessa de Flávio de ir à Justiça. No domingo (25/10), o senador disse que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação da eleição, por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h.
Nesta segunda-feira, Flávio recuou. Em vídeo, anunciou que não vai mais pedir a anulação e que vai buscar a cassação da chapa de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder político e econômico. “Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, disse.
Segundo integrantes da equipe jurídica da campanha, cerca de 20 pedidos de cassação já foram apresentados à Justiça Eleitoral, e outros devem ser protocolados nos próximos dias. Aliados afirmaram que a chance de um pedido de anulação era “zero”.
Outros partidos que apoiaram Flávio no segundo turno, como Republicanos e União Brasil, também reconheceram publicamente a vitória de Lula, assim como MDB e PSD.










