O policial civil Antônio Alves Dourado, que matou quatro colegas de trabalho na madrugada deste domingo (14/5) em Camocim, no Ceará, gravou um vídeo logo após cometer o crime. Na gravação, ele diz que está “destruído” em frente à sua casa e expõe o que seriam os motivos do ataque.
O suspeito está sob custódia da Polícia Militar e “em estado de choque”, segundo sua advogada. Ao todo, são três escrivães e um inspetor mortos na Delegacia Regional da cidade.
Camocim é um município da microrregião do Litoral de Camocim e Acaraú, mesorregião do Noroeste Camocinense. Sua população é estimada em 63.997 habitantes, conforme dados do IBGE de 2020.
Dourado alega ter sofrido “humilhação” por parte das vítimas, o que o teria “traumatizado”.
“Perdão a todos (…). Fui humilhado, achincalhado, transformado em um lixo, perseguido, inventaram, criaram” disse.
“Maldito Adriano, te vejo no inferno. Maldito Charles, maldito Neto. Vocês são isso, eu acredito que o diabo foi conivente com a vida de vocês pra vocês repensarem tudo que são, tudo que fizeram” continuou.
Ele também citou o nome de dois delegados – Airton e Patrícia -, além de lamentar pelas famílias. O vídeo teria sido gravado antes de Dourado se entregar no quartel.









