Vídeo: Deltan vai ao TSE e cobra cartão corporativo de Lula

Foto: Reprodução

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) voltou à sede da Justiça Eleitoral, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (23/10), para cobrar do presidente Lula (PT) os dados do cartão corporativo da Presidência, os documentos das empresas do filho Fábio Luís, o Lulinha, e os da lobista Roberta Luchsinger.

Escalado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para analisar o material entregue pelos petistas, Deltan chamou a entrega de “fraude”.

“Estou no TSE: cadê o cartão corporativo, Lula? Cadê os documentos das empresas do Lulinha? Cadê os documentos da Roberta?”, publicou o ex-procurador da Lava Jato nas redes sociais, em vídeo gravado em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em gravação anterior, ele afirmou que o material entregue pela campanha de Lula tem 224 páginas, com uma petição de quatro páginas, e que o restante é formado por reportagens com acusações contra Flávio. “São notícias de imprensa. Não tem nada de documento fiscal e bancário do Lula para a gente analisar”, disse. “Mais uma promessa descumprida, uma mentira do Lula. Perdi meu dia.”

Os três itens cobrados por Deltan estão entre as 19 exigências que Flávio apresentou para abrir os próprios sigilos e que Lula aceitou.

A lista inclui os gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, dados de empresas ligadas a familiares do presidente, entre elas as de Lulinha, e informações sobre a relação do governo com Roberta Luchsinger, como registros de entradas nos palácios presidenciais e de voos da Força Aérea Brasileira (FAB).

Empresária e amiga de Lulinha, Roberta é investigada no caso das fraudes em descontos de aposentadorias do INSS.

O presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, rebateu e afirmou que todos os documentos pedidos foram entregues.

Segundo ele, o material inclui autorizações sobre a movimentação financeira e os rendimentos do presidente, informações sobre o cartão corporativo e registros de voos oficiais e da FAB. Edinho disse esperar que Flávio faça o mesmo.

O acordo assinado pelas duas campanhas na quinta-feira (22/10) previa a entrega de procurações e autorizações para a abertura “total e simultânea” dos sigilos, e não dos extratos e declarações propriamente ditos.

A campanha de Lula pediu que o TSE requisite os dados diretamente aos bancos e órgãos públicos. O relator do caso, ministro André Mendonça, decidiu que não é preciso decisão judicial e que cada candidato pode divulgar os próprios dados quando quiser. Os petistas recorreram.

Flávio havia condicionado a própria entrega à análise do material de Lula, mas enviou suas autorizações na madrugada desta sexta, depois do horário-limite de 23h59, e cobrou na petição a divulgação dos gastos do cartão corporativo.

Até a publicação desta reportagem, nenhum dado bancário, fiscal ou telefônico de nenhum dos dois candidatos havia sido divulgado. Lula e Flávio se enfrentam nesta sexta-feira no debate da TV Globo, o último antes do segundo turno, no domingo (25/10).

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