Nesta quarta-feira (22/7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou irregularidades após a divulgação de três notas fiscais, que somam R$ 1,5 milhão, emitidas por seu escritório de advocacia para duas empresas apontadas como ligadas à estrutura empresarial de Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência confirmou ter prestado serviços jurídicos para a Contábil Correa Contabilidade & Auditoria. A empresa recebeu uma nota fiscal de R$ 500 mil, emitida em abril de 2025.
Flávio afirmou que o contrato foi privado, legal e relacionado à atividade advocatícia. O senador, no entanto, não detalhou publicamente quais serviços foram realizados. Além do documento destinado à Contábil Correa, o escritório emitiu duas notas de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Consultoria e Assessoria. Os registros foram cancelados.
Segundo Flávio, ele chegou a avaliar uma contratação, mas decidiu não trabalhar para a Copenhagen. Por isso, as notas teriam sido canceladas antes da prestação do serviço e de qualquer movimentação financeira. O senador sustentou que não recebeu recursos da consultoria e que a emissão seguida do cancelamento não representa irregularidade.
Os três documentos não podem ser tratados como pagamento de R$ 1,5 milhão. As duas notas destinadas à Copenhagen, que somam R$ 1 milhão, aparecem como canceladas. A terceira, de R$ 500 mil, corresponde ao serviço que Flávio afirma ter prestado à Contábil Correa.
A conexão entre as empresas passa pelo contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece como sócio-administrador da Contábil Correa e também como diretor da Copenhagen.
Documentos citados pela imprensa apontam ainda que a Copenhagen recebeu cerca de R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025.
Flávio afirmou que não tinha conhecimento de uma eventual relação entre as empresas e a estrutura empresarial associada ao banco. Também rejeitou qualquer tentativa de vinculá-lo às irregularidades investigadas no caso Master.
Até o momento, não há informação pública de que o senador seja investigado no inquérito relacionado às suspeitas de fraude envolvendo o banco.
Durante a manifestação, Flávio também levantou a suspeita de que dados fiscais protegidos teriam sido obtidos e repassados ilegalmente à imprensa. O senador disse que pretende apresentar medidas judiciais para apurar a origem das informações. Ele não apresentou provas de que os documentos tenham sido vazados por um órgão governamental.
A divulgação ocorre durante a pré-campanha presidencial. Flávio atribuiu a repercussão do caso a uma tentativa de prejudicar sua candidatura e afirmou que permanecerá na disputa.










