Roberta Luchsinger afirmou que documentos pessoais protegidos por segredo de Justiça teriam sido utilizados sem seu consentimento pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu depois que o ministro Guilherme Boulos apareceu em um vídeo apresentando documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante a disputa envolvendo a divulgação de dados sigilosos entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
Em publicação nas redes sociais, a lobista disse que não autorizou o uso dos materiais relacionados ao inquérito em que é investigada.
“Não autorizei essa gente levar nenhum documento meu que está sob segredo de Justiça no inquérito em que sou investigada”, declarou.
Próxima de Lulinha, filho do presidente, a empresária é investigada no caso das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Roberta também questionou a apresentação dos documentos sem seu conhecimento prévio e cobrou explicações sobre a procedência das informações.
“Me espanta ver alguém com o meu sigilo e falando em meu nome e entregando documentos que pertencem a mim e ao inquérito, sem o meu menor conhecimento. Isso é criminoso”, afirmou.
A lobista classificou o episódio como uma “patifaria” e informou que pretende se reunir com seus advogados nesta sexta-feira (23) para avaliar possíveis providências junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF).







