Vídeo: “O PT é uma merda? É. Mas é minha merda”, diz Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nesta terça-feira (11/8), voltou a repercutir uma declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma agenda no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Ao falar sobre a própria relação com o Partido dos Trabalhadores, Lula reproduziu uma frase atribuída à economista e ex-deputada Maria da Conceição Tavares: “O PT é uma merda? É. Mas é minha merda, não é a sua.”

A fala ocorreu na última sexta-feira (7/8). Lula contava uma conversa que teria tido com Maria da Conceição ao defender que críticas aos problemas internos do partido poderiam existir sem significar abandono da legenda. Portanto, a expressão não surgiu como uma declaração isolada do presidente classificando o PT dessa forma, mas como uma citação que ele próprio decidiu repetir durante o discurso.

Ao reconstruir o diálogo, Lula afirmou que a economista teria questionado a razão de o partido manter forte identificação com as camadas mais pobres da população. Foi nesse ponto que o presidente recorreu novamente a uma linguagem informal para explicar como enxerga a origem da sigla.

Segundo Lula, o PT não nasceu dentro de universidades ou escritórios, mas da organização de trabalhadores. Durante a explicação, afirmou que a legenda “nasceu da merda”, associando a expressão às dificuldades econômicas e sociais enfrentadas pelo grupo que participou da formação do partido.

O episódio ocorreu durante discurso no Inpe, cuja sede fica em São José dos Campos (SP). O instituto é vinculado ao governo federal e atua em áreas como pesquisas espaciais, monitoramento ambiental e desenvolvimento científico.

A frase sobre o PT não é inédita no repertório político de Lula. Em 2014, durante um ato relacionado à campanha de reeleição de Dilma Rousseff, ele já havia recorrido à mesma história atribuída a Maria da Conceição Tavares para falar sobre os defeitos da legenda e sua ligação histórica com o partido.

O presidente voltou ao tema também em outras ocasiões ao longo dos anos, utilizando a história como uma forma de dizer que reconhece problemas dentro da sigla, mas mantém sua identificação com o partido que ajudou a fundar. Um registro de 2021 mostra Lula novamente fazendo referência à mesma ideia durante atividade de formação partidária.

A declaração desta vez ganha repercussão em pleno período eleitoral de 2026, quando Lula volta a ocupar posição central na disputa política nacional e o PT tenta mobilizar sua base para a campanha. A frase, embora tenha origem em uma citação atribuída a Maria da Conceição Tavares, foi repetida integralmente pelo presidente durante o discurso.

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