Nesta quarta-feira (12/8), um advogado investigado por uma série de golpes contra pessoas com financiamentos imobiliários foi preso preventivamente no Guará II, no Distrito Federal.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), mais de 35 vítimas já registraram ocorrências relacionadas ao mesmo esquema, que teria alcançado moradores do DF e de diferentes cidades goianas.
A investigação aponta que Leandro de Jesus Meirelles oferecia aos clientes a possibilidade de ingressar com ações revisionais para reduzir valores cobrados em contratos de financiamento habitacional.
A maioria das vítimas, segundo a apuração, enfrentava dificuldades financeiras e procurava uma alternativa para manter os pagamentos dos imóveis em dia.
O dinheiro, porém, não teria seguido para as instituições financeiras. De acordo com a polícia, o investigado orientava os clientes a transferirem as parcelas diretamente para uma conta pessoal, sob a justificativa de que os valores seriam posteriormente destinados aos pagamentos previstos nos processos.
Para tornar a operação aparentemente legítima, documentos falsificados e informações bancárias que simulavam movimentações judiciais teriam sido apresentados às vítimas. A investigação sustenta que esse mecanismo ajudava a manter os clientes acreditando que as dívidas estavam sendo regularmente quitadas.
Um dos casos apurados expõe o tamanho do prejuízo. Uma vítima teria entregue aproximadamente R$ 44 mil ao longo de quase dez anos. Enquanto acreditava que os pagamentos estavam sendo encaminhados corretamente, as parcelas do financiamento deixaram de chegar ao destino e o imóvel acabou sendo levado a leilão.
Os registros investigados remontam a 2015. Entre as mais de 35 pessoas que procuraram a polícia, 18 são de Luziânia (GO). Também existem vítimas relacionadas a Aparecida de Goiânia, Anápolis e ao Distrito Federal.
Outro ponto investigado é a atuação profissional de Leandro. Segundo a apuração policial, ele teria se apresentado como advogado a clientes antes mesmo de possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A prisão ocorreu no endereço onde o investigado atualmente residia, no Guará II. Além do mandado de prisão preventiva, os policiais cumpriram ordem de busca e apreensão e recolheram celulares, documentos, um notebook e um Jeep Renegade.
Leandro é investigado, em tese, pelos crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão. A prisão preventiva não representa condenação, e a responsabilidade criminal será definida ao longo da investigação e de eventual processo judicial.
Até a última atualização, a defesa do investigado não havia sido localizada para comentar o caso.
A polícia orienta que outras pessoas que tenham contratado os serviços do investigado e suspeitem de prejuízo semelhante procurem uma unidade policial para formalizar a denúncia.








