Chamada de “pré-candidata mais bonita do DF”, Carol Kalil diz que beleza sem propostas não adianta

Foto: Reprodução

Nesta semana, a pré-candidata a deputada distrital Carol Kalil (PL) ganhou projeção nas redes sociais depois de ser apontada, durante um podcast sobre política do Distrito Federal, como a “pré-candidata mais bonita” da disputa.

Em entrevista ao Acorda DF, ela afirmou que a repercussão sobre a aparência não terá importância se não for acompanhada por propostas e resultados para a população.

“Não adianta nada a pessoa ser bonita e não ter propostas concretas para a população”, declarou.

Carol disse que prefere ser reconhecida pelo trabalho realizado e pelas soluções apresentadas para os problemas enfrentados pelos moradores do Distrito Federal.

“Eu quero que as pessoas olhem e falem: ‘A Carol fez muito por nós’. Essa é a verdadeira beleza que eu quero ter. A beleza externa é superficial, mas a beleza de ajudar as pessoas e realmente encontrar soluções para as pautas com as quais estou comprometida é mais importante”, afirmou.

A repercussão nas redes colocou o nome da pré-candidata no centro das conversas políticas, mas Carol pretende construir a primeira campanha eleitoral com uma plataforma voltada principalmente às mães solo, aos idosos, aos vendedores ambulantes e à agricultura familiar.

Uma das principais bandeiras é a criação de mecanismos de prioridade para mulheres que sustentam e criam os filhos sem a presença de um companheiro. Embora a proposta tenha sido divulgada inicialmente como uma “cota para mães solo”, Carol afirmou que o termo recebeu uma interpretação negativa.

Segundo a pré-candidata, o objetivo seria assegurar atendimento preferencial em áreas como saúde, creches e escolas em tempo integral. A proposta também alcançaria mães que vivem nas áreas rurais do Distrito Federal.

“A mãe solo é pai e mãe. A nossa sociedade não está valorizando a mãe com a importância que ela tem”, disse.

Carol argumenta que as políticas públicas precisam considerar a sobrecarga enfrentada por essas mulheres, especialmente quando precisam conciliar trabalho, cuidados com os filhos e tratamento de doenças.

A pré-candidata citou outros grupos que já recebem políticas específicas e defendeu que as mães também sejam tratadas como prioridade. Ela ressaltou não ser contrária às ações destinadas a pessoas negras, trabalhadores, integrantes da comunidade LGBT ou pessoas trans.

Apesar de apresentar a ideia como uma das principais bandeiras da campanha, Carol ainda não detalhou percentuais, critérios de comprovação, impacto financeiro ou quais medidas dependeriam de aprovação da Câmara Legislativa.

Carol afirmou acumular aproximadamente 15 anos de atuação em projetos sociais. Entre as instituições mencionadas está a Casa do Candango, presidida pela mãe dela e que, segundo a pré-candidata, atende 345 crianças.

Ela também relatou participação em ações desenvolvidas em uma instituição de acolhimento para idosos em Sobradinho, onde seriam atendidas 51 pessoas.

Ao falar sobre a disputa interna no PL, a pré-candidata reconheceu que enfrentará uma nominata competitiva. Como participará da primeira eleição, evitou prever em qual posição poderá terminar entre os candidatos da legenda.

Questionada sobre quantas cadeiras o PL pretende conquistar na Câmara Legislativa, Carol não apresentou uma meta oficial da legenda.

Ela também destacou a necessidade de ampliar a participação feminina na política. Segundo a pré-candidata, apenas quatro das 24 cadeiras da Câmara Legislativa são ocupadas por mulheres.

Carol defende que o aumento da representação feminina pode fortalecer pautas relacionadas à maternidade, ao cuidado e à proteção social.

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