O Exército Brasileiro expulsou, nesta sexta-feira (24), o ex-sargento Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, investigado por atropelar uma jovem de 20 anos e fugir sem prestar socorro no Riacho Fundo, em abril deste ano. A informação foi confirmada pelo Comando Militar do Planalto.
Em nota, a instituição informou que o militar foi licenciado das fileiras do Exército e não faz mais parte da corporação.
Guilherme estava preso desde 27 de abril, mas, na última terça-feira (21), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou sua soltura. Apesar de reconhecer a gravidade do caso, o colegiado entendeu que não havia mais motivos para manter a prisão preventiva, por considerar inexistente risco atual à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal.
Na decisão, os desembargadores também levaram em conta o fato de o investigado ser réu primário, ter residência fixa, trabalho lícito e ter se apresentado espontaneamente à polícia dois dias após o atropelamento, entregando o veículo para perícia.
A prisão foi substituída por medidas cautelares, entre elas o recolhimento domiciliar no período noturno, a proibição de frequentar bares e consumir bebidas alcoólicas. O TJDFT também determinou que o investigado preste assistência material provisória à vítima para ajudar a custear o tratamento médico, em valor que será definido pelo juiz responsável pelo processo.
Relembre o caso
O atropelamento ocorreu em 25 de abril, no Riacho Fundo. Segundo a investigação, Maria Clara, de 20 anos, atravessava uma faixa de pedestres acompanhada de uma amiga quando foi atingida pelo carro conduzido pelo então sargento, que dava marcha à ré em alta velocidade. A jovem foi atropelada e arrastada pelo veículo.
Ela recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi levada ao hospital com ferimentos graves. A vítima passou por cirurgia, ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta médica após cerca de duas semanas.
Após o atropelamento, Guilherme deixou o local junto com outras quatro pessoas que estavam no veículo. Em depoimento à polícia, ele afirmou que fugiu porque temia ser linchado pelas pessoas que presenciaram a ocorrência.
O Exército instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do então militar. Guilherme da Silva Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio com dolo eventual, sob o entendimento de que assumiu o risco de causar a morte da vítima.







