Nesta terça-feira (21/7), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que os casos de meningite registrados na capital permanecem dentro do padrão esperado e não configuram surto da doença. As notificações seguem sob monitoramento da Vigilância Epidemiológica.
Até meados de julho, duas crianças com idades entre 1 e 4 anos morreram após contrair a doença. A pasta não divulgou o número total de casos, as regiões onde ocorreram os registros nem os agentes infecciosos identificados nos óbitos.
A ocorrência de mortes, isoladamente, não determina a existência de um surto. A avaliação epidemiológica considera fatores como a quantidade de casos, o período em que surgiram, a concentração em determinado local ou grupo e a relação entre as pessoas infectadas.
Segundo a Secretaria de Saúde, cada notificação é investigada separadamente. As equipes procuram identificar o agente causador, verificar possíveis contatos e avaliar se há necessidade de medidas adicionais para interromper uma eventual cadeia de transmissão.
Vacinação é principal forma de prevenção
Manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal medida de proteção contra os agentes responsáveis pelas formas bacterianas mais frequentes da meningite. Os imunizantes não evitam todas as causas da doença, mas reduzem o risco de quadros graves provocados pelos tipos contemplados no calendário. (Agência Brasília)
Para crianças, o esquema contra o meningococo começa com duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos 3 e aos 5 meses. Aos 12 meses, o reforço é feito com a vacina ACWY, que amplia a proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y. (Serviços e Informações do Brasil)
Adolescentes de 11 a 14 anos também devem receber uma dose da meningocócica ACWY, conforme o histórico vacinal. A aplicação pode funcionar como dose única para quem não foi imunizado ou como reforço da proteção anterior. (Serviços e Informações do Brasil)
As vacinas estão disponíveis gratuitamente nas unidades básicas de saúde do Distrito Federal. A recomendação é apresentar um documento de identificação e, sempre que possível, a caderneta de vacinação para que a equipe verifique quais doses estão pendentes.







