Neste sábado (25/04), o Dia Mundial da Luta Contra a Malária chama atenção para uma doença que ainda exige vigilância, mesmo em locais sem transmissão local, como o Distrito Federal.
Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a capital não registra circulação própria da doença. Ainda assim, os chamados casos importados aparecem ao longo do ano, geralmente em pessoas que estiveram em áreas de transmissão.
Em 2025, o DF confirmou 29 casos de malária. Desse total, sete pacientes precisaram de internação, e todos foram curados.
Entre os infectados, 19 eram moradores do Distrito Federal. Os outros dez residiam em diferentes estados: três em Goiás, três no Amazonas, um no Pará, um no Acre, um no Paraná e um em Santa Catarina. Todos, porém, receberam diagnóstico no DF.
O perfil dos casos mostra predominância entre adultos de 20 a 59 anos. Também houve registros em dois idosos acima de 60 anos, um adolescente de 15 a 19 anos e uma criança de 5 a 9 anos. Ao todo, foram 22 homens e sete mulheres.
A malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou bicuda. A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium e pode provocar complicações graves se não for diagnosticada e tratada rapidamente.
Não há transmissão direta de uma pessoa para outra. No entanto, a infecção pode ocorrer por transfusão de sangue, compartilhamento de agulhas contaminadas ou da gestante para o bebê.
No Distrito Federal, a rede de saúde conta com uma equipe volante para atender suspeitas de malária na rede pública e privada. O acionamento pode ser feito pelos telefones (61) 99145-6114 ou (61) 99221-9439.
Quem pretende viajar para áreas com transmissão da doença deve procurar a Sala do Viajante, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), para receber orientações de prevenção. Já pessoas que retornaram de regiões de risco nos últimos seis meses devem procurar atendimento se apresentarem sintomas e informar o local da viagem.











