Espera por consulta oncológica cai de 100 para 21 dias no DF, segundo secretário de Saúde

Foto: Reprodução

Quem já esperou meses por uma consulta médica sabe o peso de cada dia parado numa fila. Para pacientes oncológicos do Distrito Federal, esse tempo de angústia diminuiu de forma expressiva nos últimos meses.

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, revelou em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, nesta sexta-feira (19/6), que o tempo médio de espera para consultas especializadas em oncologia caiu de mais de 100 dias para 21 dias.

O avanço é fruto do programa “O Câncer Não Espera e o GDF Também Não”, que reorganizou o fluxo de atendimento na rede pública.

Segundo Juracy, o ponto de virada foi tratar o paciente oncológico como o que ele realmente é: uma urgência. “Sabemos que o paciente oncológico é tempo-dependente. Por isso, desenhamos uma linha de cuidado que permite que esses exames sejam realizados rapidamente, acelerando o início do tratamento”, afirmou o secretário.

Antes da mudança, o caminho era mais longo: o paciente saía da primeira consulta e entrava em filas gerais para conseguir tomografias e outros exames, perdendo tempo precioso. Hoje, após a consulta inicial, o acesso a exames e procedimentos passou a ser prioritário, mesmo com a demanda em alta. A fila de oncologia, que recebia cerca de 300 novos pacientes por mês, hoje ultrapassa 600, em parte porque o DF também atende pacientes vindos de outros estados.

Material completo para conexões internas. Redigindo a reportagem final, com links para o histórico do AcordaDF e complemento de dados de Agência Brasília e Metrópoles.

Espera por consulta oncológica cai de 100 para 21 dias no DF, segundo secretário de Saúde

Quem já esperou meses por uma consulta médica sabe o peso de cada dia parado numa fila. Para pacientes oncológicos do Distrito Federal, esse tempo de angústia diminuiu de forma expressiva nos últimos meses. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, revelou em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, nesta sexta-feira (19), que o tempo médio de espera para consultas especializadas em oncologia caiu de mais de 100 dias para 21 dias.

O avanço é fruto do programa “O Câncer Não Espera e o GDF Também Não”, que reorganizou o fluxo de atendimento na rede pública. Segundo Juracy, o ponto de virada foi tratar o paciente oncológico como o que ele realmente é: uma urgência. “Sabemos que o paciente oncológico é tempo-dependente. Por isso, desenhamos uma linha de cuidado que permite que esses exames sejam realizados rapidamente, acelerando o início do tratamento”, afirmou o secretário.

Antes da mudança, o caminho era mais longo: o paciente saía da primeira consulta e entrava em filas gerais para conseguir tomografias e outros exames, perdendo tempo precioso. Hoje, após a consulta inicial, o acesso a exames e procedimentos passou a ser prioritário, mesmo com a demanda em alta. A fila de oncologia, que recebia cerca de 300 novos pacientes por mês, hoje ultrapassa 600, em parte porque o DF também atende pacientes vindos de outros estados.

O secretário fez questão de comparar o resultado com a saúde suplementar. “Na saúde suplementar, os planos têm até 21 dias para autorizar uma consulta. Conseguimos oferecer esse atendimento em um prazo semelhante ao da medicina privada, mesmo dentro da rede pública”, destacou.

Por trás do número

A queda na espera por oncologia não nasceu isolada. Ela é parte de uma estratégia mais ampla da gestão de Celina Leão para destravar a saúde pública do DF, que o AcordaDF tem acompanhado de perto nos últimos meses.

Em maio, o governo anunciou a contratação de 164 novos médicos para áreas estratégicas, incluindo cirurgia geral, oncologia e diagnóstico por imagem, parte do esforço para reduzir filas e reforçar a atenção básica. Pouco antes, em março, mais de mil novos servidores haviam sido nomeados, elevando o quadro da Secretaria de Saúde a quase 30 mil profissionais ativos.

Outra frente que conversa diretamente com a fala do secretário é a digitalização dos serviços. O AcordaDF noticiou em maio o lançamento de uma plataforma que permite agendamento eletrônico para retirada de medicamentos de alto custo, eliminando filas físicas nas farmácias da rede pública, parte da mesma lógica de reorganização de fluxo que sustenta o avanço da oncologia.

Na mesma entrevista ao Metrópoles, em maio, Juracy já havia adiantado outra peça desse quebra-cabeça: um edital de credenciamento para repassar mais de 10 mil cirurgias eletivas à rede privada, com o objetivo de aliviar a disputa por centros cirúrgicos dentro dos hospitais públicos. Nesta sexta, ele atualizou esse número, afirmando que quase 12 mil pacientes já foram convocados dentro dessa parceria, com cerca de 5 mil cirurgias realizadas. Um dos exemplos citados pelo secretário ilustra bem o impacto: pacientes que esperavam até dois anos por uma cirurgia de hérnia hoje aguardam, em média, nove dias.

Apesar dos avanços pontuais, o quadro geral da saúde pública do DF ainda é desafiador. Levantamento do Metrópoles, com base em dados do Sistema de Regulação do SUS, mostrou que a rede pública do Distrito Federal soma 917 mil procedimentos em fila de espera, entre cirurgias, exames e consultas, com casos que remontam a outubro de 2021.

É justamente para tentar reverter esse cenário mais amplo que a governadora Celina Leão assinou, no fim de maio, o decreto que criou o programa SUS Candango, permitindo a contratação de hospitais e clínicas privadas para consultas, exames e cirurgias sempre que a rede pública não tiver capacidade suficiente de atendimento.

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