O ex-soldado do Exército Brasileiro Kelvin Barros da Silva vai responder em júri popular pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Ele está preso preventivamente desde dezembro de 2025 por confessar o assassinato da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O crime aconteceu em 5 de dezembro de 2025, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília.
Inicialmente, a morte da militar foi tratada como um incêndio acidental, já que o corpo foi encontrado carbonizado. No entanto, horas depois, Kelvin foi localizado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), no Paranoá, levado à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e confessou o crime.
Segundo o delegado Paulo Noritika, o ex-soldado afirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e que os dois discutiram após Maria cobrar que ele encerrasse o relacionamento com a então namorada e assumisse o compromisso com ela.
Ainda de acordo com a investigação, durante a discussão, a militar teria sacado uma pistola. Kelvin afirmou que conseguiu impedir o disparo, pegou a faca militar que estava na cintura da vítima e a atingiu no pescoço. Em seguida, usou álcool e um isqueiro para incendiar a sala da fanfarra onde estavam e fugiu levando a arma de fogo, que, segundo ele, foi descartada posteriormente.
Maria de Lourdes Freire Matos era cabo do Exército, integrava a fanfarra do quartel como musicista e havia ingressado na corporação em junho de 2025.
A defesa de Kelvin sustenta que o crime ocorreu após uma discussão entre os dois, que mantinham um relacionamento extraconjugal. Já os advogados da família da vítima afirmam que o assassinato teria sido motivado pelo fato de o ex-soldado não aceitar ser subordinado à cabo.
Desde a prisão, Kelvin permanece detido no Batalhão de Polícia do Exército, onde aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.







