Golpe do “sinal” em venda de material de construção faz ao menos 18 vítimas no DF

Foto: Divulgação/PCDF

Uma operação contra fraudes eletrônicas na venda de materiais de construção resultou na prisão de cinco pessoas e no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em três cidades de Goiás nesta terça-feira (02/12).

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a Operação Castelo de Areia foi deflagrada pela 35ª Delegacia de Polícia (35ª DP) e cumpriu cinco mandados de prisão – três mulheres e dois homens, e seis mandados de busca em Goiânia, Guapó e Aparecida de Goiânia, todos em Goiás. O alvo é uma organização criminosa especializada em golpes pela internet.

As investigações, que duraram cerca de sete meses, apontam que o grupo aplicava o golpe da “falsa venda de materiais de construção civil” usando anúncios em redes sociais e plataformas de venda online. Para dar aparência de credibilidade, os criminosos utilizavam o nome de empresas idôneas do ramo, copiando marcas e informações comerciais.

Os anúncios direcionavam as vítimas para um número de WhatsApp, onde toda a engenharia social era montada até convencer o comprador a pagar um “sinal” antecipado, sob a promessa de desconto ou garantia na entrega.

Com o rastreamento de dados tecnológicos e financeiros, a PCDF mapeou a estrutura operacional do grupo e identificou, até o momento, pelo menos 18 vítimas no Distrito Federal, além de oito ocorrências registradas em Goiás com o mesmo modo de agir. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 83 mil, mas a polícia não descarta a possibilidade de mais vítimas em outros estados.

A corporação destaca que a quadrilha atuava há pelo menos dois anos, sempre com o mesmo padrão: anúncios atrativos, atendimento rápido por aplicativo de mensagem, pedido de pagamento de entrada e, depois disso, sumiço dos supostos vendedores. Os mandados cumpridos nesta terça-feira tiveram como objetivo interromper a atuação do grupo, apreender celulares, computadores e documentos que ajudem a aprofundar a apuração.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis laranjas usados para receber os valores dos depósitos. A orientação da PCDF é que consumidores desconfiem de ofertas muito abaixo do preço de mercado, confiram se o contato comercial é o mesmo divulgado nos canais oficiais da empresa e evitem pagamentos antecipados sem nota fiscal, contrato ou confirmação segura do fornecedor.

Quem se sentir lesado deve registrar ocorrência em uma delegacia ou pela internet, contribuindo para rastrear e responsabilizar grupos que vivem de enganar compradores.

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