Uma sequência de ameaças e perseguições contra a ex levou Eduardo Dias de Miranda a uma condenação superior a nove anos de prisão em Brazlândia. Por medo, a mulher deixou o emprego e mudou de cidade com o filho.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) divulgou a decisão na terça-feira (08/09). A sentença, de quinta-feira (03/09), fixou nove anos, três meses e um dia de reclusão, além de quatro meses e 21 dias de detenção, em regime inicial fechado.
A condenação abrange violência psicológica, perseguição, ameaça, descumprimento de medida protetiva e desobediência.
Segundo a denúncia, Eduardo começou a enviar mensagens ameaçadoras em agosto de 2025. Em um dos episódios, tentou atingir a mulher com uma motocicleta. Ela estava com o filho no colo e buscou abrigo na casa de uma vizinha.
Mesmo com uma ordem judicial de proteção, a perseguição continuou por mensagens, telefonemas e abordagens presenciais até outubro daquele ano. O acusado também procurou a vítima no trabalho.
A mulher acabou deixando a residência onde vivia, abandonou o emprego e pediu licença na escola do filho antes da mudança.
Para a Promotoria, os danos emocionais e as mudanças impostas à vida da vítima sustentaram a caracterização da violência psicológica.






