Vídeo: Homem confessa ter matado companheira a facadas no DF e diz que “surtou”

Foto: Reprodução

Anderson Gonçalves, de 44 anos, confessou ter matado a companheira, Flávia Gomes da Silva, de 35 anos, a facadas. O homem foi preso nesta terça-feira (8/9), nas proximidades da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), e contou em depoimento como teria cometido o crime e fugido do local.

O feminicídio aconteceu na segunda-feira (7/9), no Itapoã, e foi registrado por câmeras de segurança. Flávia caminhava pela rua com a filha de 4 anos após voltar do mercado quando foi abordada pelo companheiro.

Segundo Anderson, os dois começaram a discutir no meio da rua. Ele afirmou que havia bebido e entrado em surto e disse não se lembrar de todos os detalhes do ataque. Ainda assim, relatou que foi até o carro, pegou uma faca e golpeou a vítima diversas vezes.

“Ela caiu no chão, peguei o carro e saí”, declarou.

O investigado afirmou que, depois do ataque, dirigiu até um matagal, onde teria perdido a faca e a carteira. Segundo ele, a arma usada no crime era uma faca de pesca, com tamanho entre 25 e 30 centímetros. Anderson, que trabalhou por 16 anos como vigilante, também disse que viu a Polícia Civil se aproximando e pensou em se entregar.

“Entrei no mato e, se não me engano, vi a Polícia Civil chegando. Meu pensamento era só que eu ia me entregar”, afirmou.

Algumas pessoas prestaram socorro a Flávia e tentaram reanimá-la no local, mas ela não resistiu. Testemunhas contaram à polícia que ouviram uma discussão entre o casal pouco antes do crime.

Anderson disse ainda que mantinha um relacionamento de nove anos com Flávia e afirmou que os dois viviam em meio a brigas e discussões.

O filho da vítima relatou à polícia que Flávia já não estava mais com Anderson e que pretendia se separar. Segundo ele, o homem a perseguia e não aceitava o fim do relacionamento.

Familiares também disseram que a relação era conturbada. A irmã de Flávia afirmou ter presenciado agressões contra a vítima em duas ocasiões. Segundo ela, apesar das agressões e das reclamações sobre o comportamento de Anderson, Flávia nunca registrou boletim de ocorrência.

Ainda de acordo com a familiar, os dois não moravam oficialmente juntos, mas Anderson frequentava constantemente a residência da vítima. Ela também relatou à polícia que o homem fazia uso excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente nos fins de semana.

Após o crime, Anderson teria ido até a casa onde Flávia morava.

A prisão ocorreu antes de uma tentativa de apresentação do investigado à polícia. O advogado dele teria tentado levá-lo à delegacia, mas Anderson foi capturado quando entrava em um carro próximo à 6ª DP.

Veja o depoimento:

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