Justiça torna ré mulher que envenenou marido internado no DF

Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia contra Jozielly Viana Pereira da Silva, de 37 anos, acusada de tentar matar o companheiro, o agricultor Manoel Bento, de 61 anos, com veneno conhecido como chumbinho enquanto ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta. O caso aconteceu em 21 de abril de 2026.

Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a mulher vai responder por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe. Caso seja condenada, a pena pode variar de 4 a 20 anos de prisão.

De acordo com a denúncia, a vítima não morreu no momento da ação porque o envenenamento foi descoberto a tempo pela equipe médica, que conseguiu realizar a intervenção necessária. Manoel Bento morreu mais de duas semanas depois, em razão de complicações de saúde.

O MPDFT afirma que o crime teria sido motivado por raiva relacionada ao relacionamento do casal. Para os promotores, o uso do veneno dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima, já que ela estava internada e sem condições de reagir. O órgão também pediu que a Justiça fixe uma indenização mínima pelos danos causados ao agricultor, em caso de condenação.

Jozielly está presa desde o dia 22 de abril, após a Justiça negar um pedido de prisão domiciliar. A prisão foi realizada por agentes da 21ª Delegacia de Polícia, depois que o hospital acionou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para investigar o caso.

Durante as diligências, os policiais encontraram com a suspeita uma substância semelhante à identificada no organismo do paciente.

Em depoimento, Jozielly afirmou que o companheiro fazia ameaças contra ela e familiares. “Já ameaçou tacar fogo na minha casa. Já ameaçou matar todo mundo na minha casa”, declarou ao delegado responsável pela investigação.

Questionada se desejava a morte do agricultor, a mulher respondeu: “Se ele tivesse morrido, estava bom”. Ela também admitiu ter comprado chumbinho no mesmo dia do crime. “Na raiva, eu pensei: ‘Você vai pagar pelo o que você fez comigo’. Só Deus sabe o que eu passei com ele”, disse.

Em nota, o Hospital Santa Marta informou que percebeu sinais incompatíveis com o quadro clínico recente do paciente durante o atendimento na UTI. A unidade afirmou que iniciou imediatamente os protocolos de segurança e comunicou as autoridades competentes.

O hospital também declarou que colabora com as investigações e destacou que segue normas de segurança assistencial e institucional baseadas nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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