Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF) resultou na prisão de uma advogada nesta semana. A profissional era investigada por utilizar suas prerrogativas para auxiliar uma organização criminosa que atuava principalmente em Ceilândia.
A operação, denominada “Parlor” – em referência ao parlatório, local de visitas em presídios –, teve como objetivo desarticular uma associação criminosa envolvida com o tráfico de drogas e outros crimes. Durante as investigações, a polícia descobriu que a advogada era contratada por criminosos para levar e trazer mensagens entre os detentos e seus comparsas do lado de fora dos presídios, fortalecendo assim a organização criminosa.
Segundo a polícia, essa prática, conhecida como “leva e traz”, permitia que os líderes da organização continuassem comandando seus negócios mesmo estando presos. A advogada, ao intermediar essas comunicações, contribuía diretamente para a manutenção das atividades criminosas e para um “grave abalo à ordem pública”.
As investigações da Ficco-DF tiveram início a partir da Operação Cravate, que também visava combater crimes cometidos por advogados que facilitavam a comunicação de presos. Durante a Cravate, já havia indícios da participação da advogada presa agora, que, além de levar mensagens, também participava de esquemas de extorsão contra outros detentos.








