PCDF divulga imagem de foragido investigado por golpe do falso advogado

Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou, nesta sexta-feira (10), a imagem de Bruno Guilherme Andino Rodrigues, investigado por participação no chamado “golpe do falso advogado”. Contra ele há um mandado de prisão preventiva pelo crime de estelionato eletrônico.

Segundo a 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), a divulgação da foto tem como objetivo ajudar na localização e captura do suspeito, que está em local desconhecido, além de possibilitar o reconhecimento por possíveis vítimas.

O investigado é apontado como integrante de uma associação criminosa que utilizava informações públicas do sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) para identificar pessoas com ações judiciais em andamento.

De acordo com as investigações, os criminosos entravam em contato com as vítimas, geralmente por WhatsApp, fingindo ser os advogados responsáveis pelos processos ou integrantes dos escritórios de advocacia. Para dar credibilidade ao golpe, utilizavam nomes e fotografias reais dos profissionais.

As vítimas eram informadas de que tinham valores a receber em decorrência de processos judiciais, mas eram convencidas de que precisavam pagar supostas taxas cartorárias, custas processuais ou despesas contratuais para liberar o dinheiro. Os pagamentos eram feitos por Pix e, após o recebimento dos valores, os suspeitos encerravam o contato.

Na última quarta-feira (9), a PCDF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e determinou o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados. As ordens judiciais foram executadas nos municípios de São Paulo, São Caetano do Sul e Santos, com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

Segundo a investigação, o grupo criminoso tinha base no estado de São Paulo, mas a maior parte das vítimas estava no Distrito Federal. Pelo menos seis pessoas foram lesadas, com prejuízo superior a R$ 400 mil.

Durante a operação, os policiais apreenderam com um dos investigados 585 cópias de peças processuais impressas, utilizadas para dar aparência de legitimidade às fraudes.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Como denunciar

A PCDF pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Bruno Guilherme Andino Rodrigues seja repassada pelos canais oficiais da corporação. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197, pelo WhatsApp (61) 98626-1197, pelo e-mail [email protected] ou pelo serviço de denúncia disponível no portal da Polícia Civil do Distrito Federal.

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