A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio do trabalho de investigação da equipe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e ação conjunta com o Departamento da Polícia Federal (DPF) deflagrou, nesta manhã (30/5), a segunda fase da operação nacional denominada: Não Seja um Laranja, com o propósito de desarticular esquemas criminosos organizados e voltados à prática de fraudes em contas eletrônicas mantidas em diversas instituições bancárias do País.
A operação contou com a participação de uma equipe da PCDF— composta por seis policiais civis e quatro federais. Os investigadores deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão na residência do alvo, tratando-se de um homem, de 45 anos. Durante as buscas, foram apreendidos documentos bancários e aparelhos celulares.
Segundo as investigações, o envolvido é acusado da prática de fraude bancária no valor de R$105 mil, cometida contra uma empresa sediada no Estado de Tocantins, sendo que parte dos recursos subtraídos foram direcionados para a conta bancária do investigado
A operação é resultado de mais uma iniciativa da força-tarefa Tentáculos, — instituída pelo DPF para reprimir fraudes bancárias eletrônicas — por meio de um esforço cooperativo das Polícias Civis dos estados brasileiros e instituições bancárias, com a validação da Federação Brasileira de Bancos—Febraban.
Destaca- se, ainda nessa força-tarefa, o apoio operacional da Unidade Especial de Investigação a Crimes Cibernéticos do DPF, que iniciou as atividades recentemente, e já realizou a segunda operação de grande porte.
De acordo com a DRCC, nos últimos anos, a Polícia Federal detectou um aumento considerável da participação consciente de pessoas físicas em esquemas criminosos, para os quais emprestam suas contas bancárias, mediante pagamento. “Esse lucro fácil, com a cessão das contas para receber transações fraudulentas, possibilita a ocorrência de fraudes bancárias eletrônicas que vitimam uma infinidade de cidadãos. Tais pessoas são conhecidas, no jargão policial, como laranjas”, destaca o delegado-chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani.
Zuliani destaca que os crimes apurados na operação são: associação criminosa; furto qualificado mediante fraude; uso de documento falso e falsidade ideológica; cujas penas podem somar mais de 20 anos de prisão.






