PCDF faz operação contra grupo que aplicava golpe do falso suporte em vendas online

Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou, na manhã desta quarta-feira (2/9), uma operação contra um grupo que aplicava golpes em pessoas que anunciavam produtos em plataformas de comércio eletrônico. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão na Zona Leste de São Paulo, com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

A investigação, conduzida pela Divisão de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM/CORF), identificou 1.796 contas fraudulentas ligadas ao grupo. Elas teriam entrado em contato com 1.097 vendedores, sendo 187 deles no Distrito Federal. Ao todo, os criminosos atuaram sobre 1.126 anúncios, que reuniam cerca de R$ 9,8 milhões em produtos, valor considerado como prejuízo potencial.

O golpe começava depois que a vítima anunciava um produto para venda. Os suspeitos usavam contas falsas para se passar por compradores e, após demonstrar interesse, enviavam mensagens por e-mail, WhatsApp ou outros canais, simulando o atendimento oficial da plataforma.

Os criminosos informavam que a compra havia sido concluída e que o pagamento estava aprovado. Com isso, o vendedor era convencido a entregar o produto a um motorista de aplicativo, motoboy ou outra pessoa indicada pelo grupo.

Em alguns casos, o falso suporte também cobrava valores por PIX, apresentados como taxas, cauções ou pagamentos necessários para liberar o dinheiro da venda. Depois, a vítima descobria que a negociação nunca havia sido concluída pela plataforma e ficava sem o produto e sem os valores transferidos.

A investigação também encontrou dezenas de vítimas no Distrito Federal, com ocorrências registradas em diferentes regiões administrativas. Segundo a PCDF, a fraude ainda gerou um prejuízo direto à plataforma de vendas, que desembolsou cerca de R$ 300 mil para ressarcir usuários efetivamente prejudicados.

Os investigadores apuram ainda possíveis crimes de lavagem de dinheiro. A suspeita é de que os valores obtidos com as fraudes tenham circulado por diferentes contas bancárias. O objetivo é identificar os beneficiários finais e verificar a participação de outras pessoas na estrutura financeira do grupo.

As buscas realizadas nesta quarta-feira fazem parte do aprofundamento da investigação e devem ajudar a identificar outros envolvidos, esclarecer a divisão de tarefas e dimensionar a extensão dos golpes. O material apreendido será analisado pela polícia.

Como evitar o golpe

A PCDF orienta vendedores a confirmar qualquer pagamento diretamente no aplicativo ou site oficial da plataforma. Pedidos de pagamento de taxas para liberar valores, contatos de supostos atendentes fora dos canais oficiais e pressão para entregar o produto rapidamente são sinais de possível fraude.

As investigações continuam na DRCPIM/CORF.

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