Vídeo: Operação mira rede que furtava Hilux e SW4 no DF

Foto: PCDF

Uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (2/9) tenta desmontar uma rede suspeita de furtar caminhonetes de alto valor no Distrito Federal e no Entorno. A investigação aponta que o grupo tinha como principais alvos veículos Toyota Hilux e SW4.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou a Operação Kiichiro para cumprir 19 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão. As 57 ordens judiciais estão distribuídas pelo DF, Goiás, Maranhão e Paraíba.

O número de mandados de prisão não corresponde necessariamente ao total de pessoas já detidas. Até a divulgação do primeiro comunicado, as equipes permaneciam nas ruas, e a corporação ainda não havia consolidado quantas prisões foram efetivamente realizadas nem os objetos apreendidos.

As apurações indicam que a organização teria atuado de forma contínua e estruturada entre julho de 2025 e maio de 2026. O grupo não se limitaria à retirada dos veículos: cada integrante exerceria uma função dentro de uma cadeia criada para furtar, esconder, adulterar e dar uma nova destinação às caminhonetes.

No núcleo de comando estariam os responsáveis por escolher os alvos, planejar as ações e decidir para onde os automóveis seriam enviados. Outros investigados atuariam na execução dos furtos, no monitoramento das áreas, na escolta dos veículos e na movimentação do dinheiro.

Segundo a investigação, equipamentos eletrônicos eram usados para superar os sistemas de segurança das caminhonetes. Depois do furto, os veículos seguiam para esconderijos temporários, onde permaneciam durante o período chamado pelos criminosos de “esfriamento”.

A estratégia buscava afastar o automóvel do local do crime e aguardar a redução das buscas antes da etapa seguinte. Posteriormente, placas, chassis e outros sinais identificadores seriam adulterados para dificultar o rastreamento e permitir a circulação ou a revenda no mercado clandestino.

A apuração também identificou registros de caminhonetes furtadas oferecidas em troca de entorpecentes. A descoberta indica que os veículos não eram destinados apenas à revenda e poderiam funcionar como moeda em negociações envolvendo outros mercados ilegais.

A análise das contas ligadas aos investigados revelou movimentação de aproximadamente R$ 5 milhões entre 1º de junho e 25 de novembro de 2025. Um único suspeito teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão no período, com operações distribuídas entre diferentes contas bancárias e instituições de pagamento.

A movimentação financeira, no entanto, não significa que todo o valor tenha sido obtido diretamente com os furtos. Os dados fazem parte da apuração e serão confrontados com a origem dos recursos e com as operações atribuídas ao grupo.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, furto qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, receptação e lavagem de dinheiro. A responsabilização individual dependerá das provas reunidas durante a investigação e da análise da Justiça.

O nome da operação faz referência a Kiichiro Toyoda, fundador da Toyota Motor Corporation. A escolha foi uma alusão direta aos modelos Hilux e SW4, apontados como os principais veículos procurados pela organização investigada.

As diligências continuam no DF e nos três estados alcançados pela operação. Um balanço com as prisões cumpridas, eventuais flagrantes e materiais apreendidos deverá ser divulgado depois da conclusão das ações.

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