A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (20), um homem de 33 anos investigado por gravar encontros íntimos sem o conhecimento das vítimas e divulgar os vídeos em plataformas de conteúdo adulto para obter lucro. A ação foi realizada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
Além da prisão, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado e a uma mulher de 31 anos, nos municípios de Águas Lindas de Goiás e Valparaíso de Goiás. Segundo a investigação, ela seria responsável pela estrutura financeira utilizada para receber os valores obtidos com a comercialização dos vídeos.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, mídias digitais e outros materiais que passarão por perícia.
As investigações começaram após uma mulher descobrir que vídeos de momentos íntimos com o suspeito estavam sendo divulgados em uma plataforma pornográfica sem sua autorização. Ela havia conhecido o homem por meio de um aplicativo de relacionamento, em 2018, e os encontros ocorreram de forma consensual, mas as gravações teriam sido feitas de forma clandestina.
Outra mulher também reconheceu o investigado nas imagens por meio de características físicas e tatuagens.
De acordo com a PCDF, o caso não foi isolado. As apurações apontam que o suspeito utilizava aplicativos de relacionamento para se aproximar das vítimas, conquistava a confiança delas e gravava os encontros sem consentimento. Em seguida, os vídeos eram publicados em plataformas de conteúdo adulto para atrair assinantes e gerar receita.
A polícia identificou ainda que parte dos valores obtidos com a venda do material era depositada em uma conta bancária vinculada à segunda investigada. Em depoimento, ela confirmou que ambos mantinham perfis nas plataformas OnlyFans e Privacy e compartilhavam a conta utilizada para receber os pagamentos.
Segundo a PCDF, o homem já possui histórico de investigações semelhantes e uma condenação definitiva pelo mesmo tipo de crime. Diante desse histórico, a Justiça decretou a prisão preventiva e determinou a suspensão das contas utilizadas para divulgar e comercializar os vídeos.
O material apreendido será analisado para identificar outras possíveis vítimas, verificar a extensão da atividade criminosa, rastrear a movimentação financeira e apurar se houve participação de outras pessoas no esquema.
A Polícia Civil reforçou que divulgar, compartilhar ou comercializar imagens íntimas sem autorização da vítima é crime previsto no artigo 218-C do Código Penal.







