Polícia indicia motorista que atropelou homem cego com cão-guia no DF

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), concluiu a investigação sobre o atropelamento de um homem cego ocorrido na noite de 12 de julho, em Águas Claras. O motorista, de 53 anos, foi identificado e indiciado pelos crimes relacionados ao caso.

Segundo a investigação, a vítima, de 45 anos, atravessava a via acompanhada de seu cão-guia e já finalizava a travessia quando um carro branco invadiu a calçada e a atingiu. Após o atropelamento, o condutor deixou o local sem prestar socorro.

Um morador que presenciou o acidente auxiliou a vítima e acionou os serviços de emergência. Inicialmente, o homem apresentava apenas escoriações, mas, após sentir dores mais intensas, procurou atendimento médico e foi diagnosticado com fratura no tornozelo esquerdo, sendo necessário imobilizar o membro. O cão-guia não ficou ferido.

Durante a apuração, policiais da Seção de Polícia Comunitária (SPCOM) analisaram imagens de câmeras de segurança da região. Com o cruzamento das gravações, foi possível reconstruir o trajeto do veículo desde o local do atropelamento até a garagem do condomínio onde mora o investigado, permitindo identificar o carro e o motorista.

As imagens também mostram que, ao chegar ao condomínio, o condutor apresentava dificuldade para se equilibrar. Segundo a PCDF, ele caiu com o rosto no chão após estacionar, permaneceu sentado por alguns minutos e quase voltou a cair ao tentar carregar seus pertences. Uma testemunha relatou ainda que o homem estava com os olhos caídos, postura debilitada e aparentava estar sob efeito de alguma substância.

De acordo com a Polícia Civil, a legislação de trânsito permite que a alteração da capacidade psicomotora seja comprovada por imagens, vídeos, depoimentos e outros elementos de prova.

Com base nas provas reunidas, o motorista foi indiciado por lesão corporal culposa de natureza grave na direção de veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada, com aumento de pena por omissão de socorro, além do crime de deixar o local do acidente para fugir da responsabilidade penal ou civil.

O veículo foi apreendido para perícia, as imagens foram incorporadas ao inquérito e a vítima passou por exame de corpo de delito. A investigação foi concluída e o caso será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Veja o momento do atropelamento:

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