Um professor de música de 49 anos foi preso preventivamente em Samambaia, na segunda-feira (24/8), durante uma investigação sobre crimes sexuais praticados, em tese, contra várias alunas. O cumprimento da ordem judicial foi divulgado nesta terça-feira (25/8).
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia), informou que o homem mantinha um estúdio de música na região. Segundo a investigação, ele teria utilizado a posição de professor para criar situações de aproximação física com as alunas.
A justificativa apresentada seria a necessidade de ajudá-las em exercícios de respiração e correção da postura. Para a polícia, no entanto, os contatos teriam ultrapassado os limites da atividade profissional e assumido caráter sexual.
As diligências também identificaram um equipamento de gravação que não ficava visível no estúdio. A suspeita é de que mulheres tenham sido filmadas nuas sem conhecimento ou autorização.
O caso começou a ser investigado em 2024. Durante a apuração, foram reunidos depoimentos de vítimas e laudos produzidos pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto de Identificação (II) da PCDF.
Com a conclusão do inquérito, o professor foi indiciado por dez episódios de estupro, dois registros não autorizados da intimidade sexual e duas ocorrências de importunação sexual. Os fatos teriam atingido diferentes vítimas.
O indiciamento representa a conclusão da autoridade policial sobre a existência de indícios de autoria e materialidade, mas não equivale a uma condenação. Caberá ao Ministério Público analisar o inquérito e decidir se apresenta denúncia à Justiça.
A prisão preventiva também é uma medida cautelar e não antecipa eventual culpa. O comunicado policial não informou para qual unidade prisional o investigado foi levado nem apresentou manifestação da defesa.





