Os professores da rede pública do Distrito Federal vão paralisar as atividades nesta quarta-feira (21/10). O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) manteve a convocação mesmo depois de a governadora Celina Leão (PP) pedir que a categoria reconsiderasse a data.
Segundo o sindicato, todas as escolas públicas vão aderir, com suspensão das aulas ao longo do dia. O ato está marcado para as 9h, na Praça do Buriti.
A Secretaria de Educação (SEEDF) informou que a adesão é facultativa e que cabe a cada profissional decidir se vai participar. A pasta afirmou que eventuais aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, para garantir os 200 dias letivos e evitar prejuízo aos estudantes.
Celina fez o apelo na segunda-feira (19/10), durante agenda no Pôr do Sol. “É um momento de politização, quatro dias antes da eleição”, disse. A governadora reconheceu que os professores têm reivindicações válidas, mas afirmou que quem mais perde com a paralisação é a comunidade escolar. “Estou sempre disposta a atender tanto o sindicato quanto os professores”, declarou.
O diretor do Sinpro-DF Samuel Fernandes reafirmou que a entidade não vai adiar o ato. “Paralisar é um direito legítimo diante do descaso e da falta de diálogo. Os problemas da Educação não podem esperar o fim do período eleitoral. A responsabilidade de apresentar soluções é do governo!”, afirmou.
O sindicato cobra a retomada das negociações, a definição do calendário escolar de 2027 e do concurso de remanejamento, e o fim da proibição de cartazes do Sinpro nas escolas.
A entidade também critica mudanças no planejamento pedagógico. “Queremos o fim das intervenções autoritárias nas escolas, das mudanças unilaterais no calendário escolar, no planejamento pedagógico e no PPP”, disse Fernandes, em referência ao projeto político-pedagógico de cada escola.










