A partir desta segunda-feira (4), o Riacho Fundo II passa a contar com um Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam IV), inaugurado pela governadora Celina Leão. A 31ª unidade especializada chega para ampliar a rede de proteção no Distrito Federal e fortalecer o atendimento a mulheres em situação de violência.
Com investimento de R$ 350 mil em recursos próprios, o espaço foi estruturado para oferecer acolhimento humanizado e atendimento especializado, com equipe formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e profissionais administrativos.
A unidade conta com três salas de atendimento, além de espaços administrativos e de apoio, e tem capacidade para atender até 50 pessoas por dia. O objetivo é garantir suporte integral às mulheres, desde o acolhimento inicial até o acompanhamento contínuo.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou o papel do espaço no acolhimento inicial às vítimas: “Aqui, a mulher encontra, em um só lugar, todos os serviços de acolhimento — desde o primeiro atendimento até os encaminhamentos para assistência social, saúde e também para a justiça e as forças de segurança. Muitas vezes, elas têm dificuldade de procurar uma delegacia no primeiro momento, então esse espaço permite o primeiro acolhimento, orientação e entendimento da situação. Eu tenho certeza de que será um lugar que vai libertar muitas mulheres da violência”.
Os centros especializados são considerados fundamentais na política pública de enfrentamento à violência contra a mulher. Neles, as vítimas recebem, além do suporte psicossocial, orientação e atendimento humanizado com foco na autonomia e na inserção no mercado de trabalho, evitando a revitimização e promovendo a reconstrução de suas vidas.
Rede em expansão
A inauguração faz parte de um processo de expansão da rede de proteção às mulheres no Distrito Federal. Em três anos, o número de unidades mais que dobrou, passando de 14, em 2023, para 31 em 2026.
O crescimento permite descentralizar os serviços e facilitar o acesso ao atendimento, garantindo que mais mulheres encontrem apoio próximo de onde vivem.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a criação do espaço como uma resposta concreta à necessidade de acolhimento e suporte às mulheres em situação de violência. “Esse espaço nasceu de uma preocupação com o acolhimento das mulheres. Aqui, elas vão encontrar atendimento, orientação e apoio para sair do ciclo de violência. Muitas vezes, a mulher quer denunciar, mas não tem condições de recomeçar. Por isso, além do acolhimento, também vamos oferecer capacitação e suporte. Esse é um lugar para dizer a todas: vocês não estão sozinhas”, frisou.
A presidente do Conselho de Mulheres Cristãs do Brasil, Gabriela Halik Campos, 48, ressaltou a importância do equipamento para o acolhimento das mulheres da região: “É importante porque a gente vê um espaço de acolhimento para as mulheres. Aqui não tinha, então elas precisavam se deslocar para outras regiões. Agora isso aqui foi transformado em um lugar que vai funcionar realmente para quem precisa”.







