Vídeo: Cachorra ataca menino e é morta a tiros em Vicente Pires

Imagens: Reprodução

Nesta sexta-feira (24/7), um menino de 10 anos foi atacado por uma cachorra da raça American Bully dentro de um condomínio em Vicente Pires. O animal acabou morto a tiros pelo pai da criança após escapar novamente e entrar no imóvel da família.

Câmeras de segurança registraram o momento em que a cachorra se soltou do tutor e correu em direção ao garoto. Durante a tentativa de fuga, a criança caiu e tentou afastar o animal antes de conseguir entrar no quintal de casa.

As imagens mostram que o menino foi novamente derrubado após atravessar o portão. Pouco depois, o responsável pelo animal conseguiu contê-lo e retirá-lo do local.

A cachorra, no entanto, escapou mais uma vez e retornou à residência onde estavam o garoto e os familiares. Nesse momento, o pai da criança, que possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), pegou uma arma e efetuou disparos contra o animal.

Uma testemunha relatou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que viu a cachorra avançar sobre o menino, mas afirmou não ter presenciado mordidas. O pai apresentou fotografias nas quais aparecem marcas no corpo da criança que seriam compatíveis com o ataque.

O garoto foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito. O resultado da perícia não havia sido divulgado até a última atualização.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi chamada e conduziu os envolvidos à 38ª Delegacia de Polícia, responsável pela região de Vicente Pires.

A unidade policial registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra o tutor da cachorra pela suspeita de omissão de cautela na guarda ou condução do animal. A medida não representa condenação, e o caso ainda será analisado pelas autoridades competentes.

A arma utilizada nos disparos foi apreendida e enviada ao Instituto de Criminalística da PCDF para perícia. De acordo com o registro inicial, a polícia considerou que o pai agiu para interromper uma nova investida contra o filho.

Imagens também mostram que, após os disparos, o homem chutou o animal já caído. Essa parte da ocorrência poderá ser avaliada juntamente com os demais registros, depoimentos e laudos produzidos durante a apuração.

Em nota, a defesa do atirador afirmou que não houve perseguição, vingança ou ação gratuita contra a cachorra. Os advogados sustentam que o disparo ocorreu durante uma reação do pai diante do retorno do animal à casa onde estava o menino já ferido.

 

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