A governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, afirmou ao Acorda DF que a colagem de cartazes com críticas a ela em paradas de ônibus de Ceilândia é crime e revela a estratégia do adversário na campanha.
“Esse tipo de situação é crime. Meu adversário insiste nesse tipo de tática e isso só revela quem ele é”, disse. O caso ocorreu na noite de quinta-feira (15/10) e foi enviado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Segundo o boletim de ocorrência registrado na 15ª Delegacia de Polícia, ao qual a reportagem teve acesso, dois jovens de 19 anos foram contidos por moradores em uma parada da QNN 17, no Setor N, por volta das 23h10, enquanto colavam o material. A Polícia Militar levou todos os envolvidos à delegacia.
Foram apreendidos vários cartazes de cunho político, um pulverizador e dois recipientes com cola. Na delegacia, a dupla admitiu ter produzido e afixado os cartazes e disse ter agido por conta própria, sem vínculo com partidos.
Celina afirmou que fez “uma campanha limpa no primeiro turno” e mantém a mesma postura no segundo, “mostrando o que nós estamos fazendo, quais são as nossas entregas”.
Segundo ela, os adversários tentam “levar desconhecimento ao eleitor, fake news ao eleitor, terrorismo ao eleitor”. “Para mim, eu não estou surpresa. Isso só continua revelando que a tática do nosso adversário sempre foi a mentira, a desinformação e o fake news. Mas
Os jovens afirmaram à polícia ter sido intimidados e agredidos pelas pessoas que os contiveram. Um apoiador voluntário da governadora que estava no local negou as agressões e disse que só permaneceu ali para evitar conflito.
Aos policiais militares, os homens que seguraram a dupla disseram que os cartazes eram proibidos e que apenas aguardaram a chegada da polícia. Um morador que filmou a cena de casa relatou ter visto o grupo colando e depois retirando parte do material. As versões serão apuradas em inquérito.
O delegado de plantão não autuou a dupla em flagrante por dano a bem público, porque não havia perícia que comprovasse prejuízo à estrutura das paradas, e requisitou exame no local.
No despacho, ele destacou que o artigo 37 da Lei Eleitoral proíbe propaganda em paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos e mandou enviar cópia integral da ocorrência, com fotos, ao TRE-DF, que vai avaliar a irregularidade e as punições previstas, como multa e retirada do material.
O Acorda DF procurou a campanha de Leandro Grass (PT), adversário de Celina no segundo turno, que será em 25 de outubro, e aguarda manifestação. O espaço segue aberto.








