Um centro de operações será montado no Assentamento Terra Nova, no Arapoanga, para atender os moradores atingidos pelo temporal que castigou a região na quarta-feira (16/9).
O anúncio foi feito pela governadora Celina Leão (PP) na manhã desta quinta-feira (17/9), depois de sobrevoar as áreas afetadas em Arapoanga, Planaltina e Samambaia.
A estrutura será instalada na sede da associação de moradores e ficará a cargo da administração regional. “Nós determinamos que, aqui dentro do Assentamento Terra Nova, na associação, seja o posto feito pela própria administração”, afirmou a governadora.
A força-tarefa reúne Defesa Civil, Novacap, Secretaria de Desenvolvimento Social, Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso e a administração regional. As equipes vão avaliar os danos casa a casa, definir quais imóveis podem ser recuperados, prestar assistência às famílias desabrigadas e reconstruir as residências destruídas.
Pelo menos 11 pessoas ficaram desabrigadas e foram acolhidas na administração regional. Ao menos seis famílias já foram identificadas no Terra Nova, e o número pode aumentar conforme o levantamento avança.
“A primeira coisa que nós temos que garantir é a segurança da população”, disse Celina Leão, que classificou a região atingida como uma das mais carentes do Distrito Federal. “Foi uma chuva muito forte. A área atingida é a mais carente. Temos famílias desabrigadas que estão conosco na administração”, afirmou.
O estrago foi extenso. Casas foram destelhadas, principalmente nos trechos conhecidos como Terra Nova, Favelinha e Nossa Senhora de Fátima. Muros, árvores e postes caíram, e eucaliptos de grande porte atingiram residências e a rede elétrica. Uma edificação foi declarada inabitável.
Apesar da destruição, não houve registro de feridos. “Já conseguimos restabelecer a energia na cidade, estamos dando assistência no Terra Novo e acolhemos pessoas desabrigadas na administração. Teve muito estrago. Mas nenhum incidente de pessoas machucadas”, afirmou o administrador regional Sérgio Araújo.
Para acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia, a Neoenergia dobrou o efetivo de eletricistas nas áreas atingidas.
Entre os moradores, o relato é de perda total. “Perdi tudo. Não tenho mais nada”, disse Juliana Sousa Santos, que teve a casa destruída.





