O motorista preso após atropelar e matar uma mulher de 59 anos no Arapoanga, em Planaltina, na manhã desta terça-feira (2), admitiu à polícia ter consumido maconha e um medicamento de tarja preta antes do acidente. A vítima, identificada como Elcina Pereira, morreu no local.
Segundo a Polícia Civil, Erick Sávio Alves de Souza, de 21 anos, foi autuado em flagrante após o atropelamento. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas confirmou durante depoimento ter consumido maconha e Rohypnol. A autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.
Em seu interrogatório, o jovem pediu para responder ao processo em liberdade e alegou que a vítima teria corrido em direção ao veículo. Ele afirmou ainda que trafegava em baixa velocidade no momento da colisão.
“[Ela] Tava a pé e e eu tava vindo para entrar no Arapoanga. […] Então, ela tava indo, não sei para onde ela tava… Acho que ela tava indo na padaria, só que ela correu para cima do meu carro”, afirmou.
No entanto, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o carro atingiu a mulher quando ela passava pela ciclofaixa da via. A corporação informou que o veículo saiu de um balão, passou sobre um tachão de sinalização e atingiu a vítima.
O Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) enviou três viaturas para o local. Quando as equipes chegaram, a mulher já estava sem sinais vitais. O motorista recebeu atendimento dos bombeiros e, em seguida, foi encaminhado à 16ª Delegacia de Polícia, acompanhado da passageira que estava no veículo.
Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado possui antecedentes por crimes como roubo, tráfico de drogas e adulteração de placa de veículo. Ele poderá responder, em tese, por homicídio culposo na direção de veículo sob efeito de substância psicoativa, lesão corporal culposa, condução de veículo sem habilitação gerando perigo de dano e outros delitos que possam ser identificados durante as investigações.
Após os procedimentos periciais, o corpo de Elcina Pereira foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Familiares relataram que ela costumava passar pelo local para ir à academia comunitária da região. A vítima deixou dois filhos e 12 irmãos.






