Nesta sexta-feira (7/8), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Kitsune para desarticular uma organização criminosa especializada no chamado golpe do falso advogado. A ofensiva foi coordenada pela 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) e teve desdobramentos no Distrito Federal e em outros três estados.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, sendo três temporárias e uma preventiva. Além do Distrito Federal, a operação alcançou os municípios de São Paulo e Cubatão, em São Paulo; São Vicente (SP); Parnaíba (PI); e Santana do Maranhão (MA), com apoio das forças policiais paulistas.
De acordo com as investigações, os suspeitos consultavam informações públicas disponíveis nos sistemas eletrônicos dos tribunais para identificar processos judiciais, advogados e partes envolvidas nas ações.
Com esses dados, passavam a entrar em contato com as vítimas, principalmente por meio do WhatsApp, fingindo ser advogados ou integrantes dos escritórios responsáveis pelos processos.
Durante a abordagem, os criminosos informavam falsamente que a ação judicial havia sido vencida e que existiam valores disponíveis para saque. Em seguida, exigiam o pagamento antecipado de supostas custas processuais, tributos, honorários ou outras taxas, alegando que o depósito seria necessário para liberar o dinheiro.
Convencidas da fraude, diversas vítimas transferiam valores via PIX para contas controladas pelo grupo. Após o recebimento, os recursos eram rapidamente distribuídos entre diferentes contas bancárias para dificultar o rastreamento.
A investigação também identificou uma divisão de funções dentro da organização, com integrantes responsáveis por localizar vítimas, movimentar os valores obtidos e fornecer contas bancárias utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.
A PCDF orienta que qualquer pessoa que receba mensagens informando a liberação de valores judiciais confirme a informação diretamente com o advogado ou com o escritório responsável pelo processo. A corporação também alerta para que nenhum pagamento antecipado seja realizado sem a devida verificação da autenticidade da solicitação.







