A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (21/9), a Operação Rota, que investiga um grupo acusado de envolvimento com agiotagem, extorsão mediante grave ameaça, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A ação é realizada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que cumpre três mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.
Segundo a investigação, o grupo cobrava juros superiores a 20% em empréstimos e teria usado ameaças e outras formas de intimidação contra pessoas que tinham dificuldade para pagar as dívidas. Os elementos analisados também fazem referência ao possível uso de armas de fogo durante as cobranças.
A investigação começou a partir de informações encontradas durante a Operação Backdoor, realizada em 2025. A análise de um celular apreendido naquela ocasião apontou indícios de outro grupo estruturado, que atuaria na concessão de empréstimos com juros elevados e na cobrança dos devedores.
De acordo com a apuração, os investigados teriam criado uma estrutura chamada “Rota”, com divisão de funções entre financiamento, administração, controle de pagamentos e realização de empréstimos e cobranças. A atuação investigada alcançaria Planaltina (DF), Formosa (GO), Formoso (MG), Buritis (MG) e Goiânia (GO).
Ainda segundo a PCDF, algumas vítimas teriam perdido bens pessoais e estabelecimentos comerciais por causa das dívidas.
A investigação financeira identificou movimentações de aproximadamente R$ 5,7 milhões entre integrantes do grupo, além de operações que seriam, em tese, incompatíveis com a capacidade financeira formal de alguns investigados.
Por decisão da Justiça, também foram autorizados o bloqueio de até R$ 5,7 milhões em ativos financeiros, restrições sobre veículos, a indisponibilidade de um imóvel e o acesso aos dados armazenados nos equipamentos eletrônicos apreendidos.
A operação busca interromper a atuação do grupo, preservar provas, identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão financeira e patrimonial das atividades investigadas. As diligências continuam em andamento.







