Supermercados de cinco países europeus tiveram os sistemas de refrigeração invadidos por hackers na madrugada desta segunda-feira (2/11). Os ataques elevaram a temperatura de geladeiras e freezers em lojas da Bélgica, de Luxemburgo, da Suécia, da Estônia e da Irlanda.
Na Bélgica e em Luxemburgo, dezenas de unidades da rede Delhaize registraram alta de temperatura durante a noite. Cinco lojas da franquia Spar, operada pelo grupo Colruyt, também foram atingidas.
Na Suécia, seis lojas da rede Coop relataram problemas, e unidades da ICA tiveram refrigeradores e freezers ajustados para a mesma temperatura usada no ataque anterior, na França. Um centro de distribuição da Axfood na região de Gotemburgo também foi afetado. Na Irlanda, a rede SuperValu identificou um “incidente cibernético” em 13 de suas 223 lojas.
Na Estônia, ao menos uma rede de supermercados foi atingida, segundo a fornecedora de tecnologia Kitman Coldtech. Lá, os sistemas foram ajustados para 50°C.
Segundo Stephan Moelans, diretor da Sabcobel, empresa responsável pelos sistemas da Delhaize, os evaporadores foram colocados em modo de degelo, o que elevou a temperatura das unidades. Os equipamentos atacados podem ser monitorados e controlados remotamente pela internet.
O alerta cresceu depois do ataque registrado na França em outubro. Na ocasião, hackers assumiram o controle de sistemas de refrigeração em centenas de supermercados, com temperaturas de até 50°C, perda de alimentos e incêndios em algumas lojas.
O chefe do centro nacional de segurança cibernética da Suécia, John Billow, afirmou que o país tem “muitos dispositivos de tecnologia operacional expostos”. A Comissão Europeia disse que os episódios mostram que “ataques cibernéticos podem interromper serviços” e defendeu o reforço da segurança digital no bloco.
Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques. Países europeus têm atribuído à Rússia uma série de incidentes contra infraestruturas, o que Moscou nega.










