O Brasil atingiu pela primeira vez a marca de 84 milhões de pessoas com contas em atraso. Em setembro, eram 84,2 milhões de inadimplentes, o maior número da série histórica da Serasa, cerca de 300 mil a mais que em agosto.
Na comparação com setembro de 2025, a alta foi de 6%. Desde 2020, o número de pessoas com o nome negativado cresceu 34,17%.
Somadas, as dívidas chegam a R$ 597,4 bilhões, alta de 0,9% em um mês. Em média, cada consumidor inadimplente deve R$ 7.093,83, o equivalente a cerca de 4,4 salários mínimos.
Os bancos e as empresas de cartão de crédito concentram a maior fatia das dívidas, com 27,16%. Pela primeira vez, as financeiras assumiram o segundo lugar, com 20,66%, à frente das contas básicas de água, luz e gás, que respondem por 20,32%.
As mulheres representam 50,5% dos inadimplentes, e os homens, 49,5%. A faixa etária mais afetada é a de 41 a 60 anos, com 35,7% do total, seguida pela de 26 a 40 anos, com 33,2%. Pessoas acima de 60 anos somam 20,1%, e jovens de 18 a 25 anos, 11%.
Para quem quer renegociar, a Serasa abre nesta terça-feira (3/11) o Feirão Limpa Nome, que vai até 6 de dezembro. São cerca de 3,3 mil empresas parceiras e mais de 750 milhões de ofertas, com descontos de até 99%, conforme a dívida e o credor.
As negociações podem ser feitas pelo site e pelo aplicativo da Serasa, pelo WhatsApp (11) 99575-2096 ou em mais de 7 mil agências dos Correios, sem cobrança de taxa durante o feirão. Antes de fechar acordo, a orientação é conferir o valor total e avaliar se as parcelas cabem no orçamento.









