Maduro reaparece em fotos na prisão e cita a Bíblia

Fotos: Reprodução

Nicolás Maduro reapareceu neste domingo (30/8) em duas fotografias atribuídas ao período em que permanece preso em Nova York, nos Estados Unidos. Sorridente, vestido de cinza e fazendo um gesto de paz com as mãos, o ex-presidente venezuelano acompanhou as imagens com uma mensagem de fé e resistência.

As fotografias foram divulgadas pelas contas oficiais de Maduro nas redes sociais. Embora tenham se tornado públicas agora, as marcações inseridas nas próprias imagens indicam que os registros teriam sido feitos em 25 de junho, por volta das 18h05.

Maduro apresentou a publicação como um “pequeno presente de amor e esperança” destinado aos netos, às crianças e às pessoas que continuam apoiando o casal. Ele afirmou que permanece firme e agradeceu pelas orações, manifestações de solidariedade e mensagens recebidas.

O texto também menciona Cilia Flores, esposa do ex-presidente, que permanece sob custódia das autoridades norte-americanas. Maduro declarou que os dois mantêm a fé em Deus apesar do período de encarceramento.

Na parte final da mensagem, o venezuelano citou Romanos 8:37: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores”. Em seguida, escreveu: “Deus está conosco. Deus proverá. Venezuela renascerá”.

As imagens foram apresentadas como registros feitos dentro do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, entretanto, não havia se manifestado publicamente sobre as circunstâncias em que as fotografias foram produzidas ou encaminhadas às pessoas responsáveis pelas contas de Maduro.

A publicação chamou atenção por mostrar o ex-presidente visivelmente mais magro do que em suas últimas aparições públicas na Venezuela. Apesar da mudança física, ele aparece sorrindo nas duas fotografias.

Maduro e Cilia Flores foram capturados em Caracas durante uma operação militar norte-americana realizada em 3 de janeiro de 2026. Depois de levados aos Estados Unidos, ambos foram apresentados à Justiça Federal em Nova York e declararam-se inocentes.

O processo envolve acusações relacionadas a conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e crimes com armas. As imputações são acusações da Justiça norte-americana e ainda serão analisadas no julgamento, marcado para começar em 1º de junho de 2027.

Enquanto Maduro permanece preso, Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando da Venezuela. Fora da prisão, apoiadores continuam classificando a captura como um sequestro, enquanto o governo dos Estados Unidos sustenta que a operação permitiu submetê-lo a um processo criminal.

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