A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu o homem, de 37 anos, nesta terça-feira (9/6) em um canteiro de obras em Ceilândia. A prisão foi preventiva, executada pela Decrin, delegacia especializada em crimes contra idosos e pessoas com deficiência, após investigação que mapeou um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil causado à vítima desde dezembro de 2025.
O acesso à conta da avó não foi obtido por invasão. O neto usou a confiança que a idosa tinha nele para conseguir a senha e instalar o aplicativo do banco no próprio celular. A partir daí, a aposentadoria mensal da avó e suas reservas financeiras passaram a ser geridas exclusivamente por ele, sem autorização dela.
Durante pelo menos seis meses, a idosa viveu sob o controle do próprio neto. Ele acessava a conta bancária dela pelo celular, ficava com os R$ 8 mil mensais da aposentadoria, decidia quando ela comia e quando ia ao médico. Quando ela reclamava, ele a chamava de “demônio” e dizia que o único exame que ela precisava era um “exame de corpo de delito final”.
Além do dinheiro, a investigação revelou que a idosa era privada de alimentos e de atendimento médico dentro da própria casa. O neto ameaçava matar os cachorros dela, prática reconhecida pela Justiça como mais uma forma de violência psicológica. A delegada-chefe adjunta da Decrin, Cyntia Carvalho e Silva, conduziu as investigações e confirmou os valores desviados.
Denúncias de violência contra idosos podem ser feitas pelo 197, da PCDF, ou pelo Disque 100.









