Nesta quarta-feira (8/7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o memorando de entendimento firmado com o Irã para tentar encerrar a guerra perdeu validade. A declaração ocorreu após uma nova troca de ataques entre os dois países, aumentando novamente a tensão no Oriente Médio.
O documento havia sido anunciado em junho como uma tentativa de abrir caminho para negociações e um cessar-fogo definitivo. A proposta previa uma janela de diálogo indireto entre Washington e Teerã, mas a escalada militar dos últimos dias reduziu as chances de avanço diplomático.
A crise voltou a crescer depois de ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo. Em resposta, os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de bombardeios contra alvos iranianos.
O Comando Central dos Estados Unidos informou que mais de 80 alvos foram atingidos, incluindo estruturas militares, sistemas de defesa e embarcações ligadas à Guarda Revolucionária iraniana.
O Irã reagiu com ataques contra instalações americanas no Bahrein e no Kuwait. Teerã também acusou Washington de violar o entendimento firmado em junho e de agir com má-fé ao retomar sanções e operações militares.
Apesar do tom duro, Trump indicou que conversas com representantes iranianos ainda podem ocorrer. A diferença é que, agora, o acordo provisório deixou de ser tratado como base segura para uma solução rápida.
A nova escalada teve reflexo imediato no mercado internacional. O preço do petróleo subiu diante do risco de instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passa parte relevante da oferta global de energia.
A situação mantém o Oriente Médio em alerta e aumenta a pressão sobre aliados dos Estados Unidos, países europeus e organismos internacionais, que defendem uma redução das hostilidades para evitar que o conflito se amplie.











