Nesta segunda-feira (20/7), um homem de 33 anos foi preso preventivamente por suspeita de gravar encontros íntimos sem o consentimento das mulheres e vender os vídeos em plataformas de conteúdo adulto. A prisão ocorreu durante uma operação realizada no Entorno do Distrito Federal.
A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, vinculada à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Águas Lindas de Goiás e Valparaíso de Goiás.
Segundo a PCDF, o investigado conhecia mulheres por meio de aplicativos de relacionamento e buscava conquistar a confiança delas. Durante os encontros, ele teria feito gravações sem autorização e, posteriormente, publicado o material na internet para atrair assinantes e obter lucro.
As investigações começaram depois que uma mulher procurou a polícia ao descobrir que vídeos íntimos dela circulavam em uma plataforma de conteúdo adulto. Ela havia conhecido o suspeito por um aplicativo e se encontrou duas vezes com ele, em 2018.
De acordo com a apuração policial, os encontros foram consentidos, mas a mulher não autorizou a gravação nem a publicação das imagens. Outra vítima que havia se relacionado com o homem teria reconhecido o investigado por características físicas e tatuagens visíveis nos vídeos.
A polícia suspeita que outras mulheres tenham sido vítimas do mesmo método. Os investigadores trabalham para identificar a quantidade de gravações produzidas e a extensão da comercialização do conteúdo.
Uma mulher de 31 anos também é investigada por supostamente administrar a parte financeira do esquema. Conforme a PCDF, os valores obtidos com a venda dos vídeos eram direcionados a uma conta bancária ligada a ela.
A investigada foi ouvida e liberada. Em depoimento, segundo a polícia, ela confirmou que os dois mantinham contas em plataformas de conteúdo adulto e compartilhavam uma conta usada para receber os pagamentos.
A Justiça também determinou a suspensão das contas usadas pelo investigado nas plataformas digitais. Segundo a polícia, o homem possui registros anteriores por condutas semelhantes e uma condenação criminal definitiva pelo mesmo tipo de delito.
A publicação ou comercialização de cenas de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima é crime previsto no artigo 218-C do Código Penal. A legislação inclui entre as condutas proibidas oferecer, vender, transmitir, distribuir ou divulgar esse tipo de registro.








